...e assim caminha a humanidade...

"Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingí-la." (Salvador Dali)
"Et quacumque viam dederit fortuna sequamur." (Virgílio)
"Always think about a coloured tequila sunrise life." (Felipe Edlinger)
"Foda-se a balada, o que importa é a companhia." (Felipe Edlinger)
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

[Felipe's MFQ] Wanted

Wesley Allan Gibson:
"This is me taking back control of my life.
What the fuck have you done lately?"

2008. James McAvoy in Wanted

terça-feira, 19 de agosto de 2008

[Web] Conversa de Pescador

Ok, a maior conversa de pescador de todos os tempos, da qual já fiquei sabendo.

Imagine que você está remando com seu caiaque de 3,8 metros nas águas quentes da Austrália e, de repente, você avista um enorme tubarão branco de 5 metros de comprimento em seu encalço. Razão para desespero? Não para o francês chamado Arnold Pointer, que segue tranqüilamente seguido por "Cindy", seu tubarão de estimação.

De acordo com a lenda, há algum tempo, o francês, enquanto remava pelas águas cristalinas do país, se deparou com uma cena inusitada: um enorme tubarão branco ferido e preso em redes de pesca. Com uma coragem mais do que enorme (já fica difícil de acreditar), o esportista, relutantemente (é claro!), ajuda o gigante dos mares a se livrar de sua armadilha e o coloca em liberdade.

Passado o acontecimento, eis que o tubarão branco, carinhosamente chamado por ele de "Cindy", passa a vê-lo como amigo, parecendo agradecido pelo ato de coragem do francês. A partir daí, o animal encara Ponteir como seu dono e o segue de um lado para outro. No começo, o incômodo era enorme, mas depois acabou se acostumando, disse o caiaquista. Agora, até carinho na barriga do bicho ele faz, como se não fosse nada além de um simples animalzinho de estimação. Aí, já é demais!

Alguém acredita? Seguem fotos da matéria feita para uma revista francesa sobre o assunto. É ver pra crer. "Então, uma vez, sabe, eu pesquei um peixe-espada de 100 quilos..."


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

[Cool] Pacman Xmas Tree

Talvez, esta seja a árvore de Natal mais bacana e original de todos os tempos. Baseada em um dos jogos mais clássicos de todos os tempos (e um dos mais divertidos, apesar da imensa simplicidade - ou, quem sabe, justamente por causa disso), ela tem milhares de leds coloridos que representam a tela do jogo e seus personagens. Ela estava localizada na cidade de Madrid, Espanha.

Para quem não lembra (duvido!), Pacman era, e ainda é, um camarada que mais parece uma pizza, preso em um labirinto que fugia de fantasmas, que tentavam comê-lo (não, não há trocadilhos maliciosos aqui... aliás, no tempo em que o jogo foi lançado, essas segundas interpretações não eram comuns), enquanto Pacman comia as bolinhas brancas para passar de nível. Por outro lado, quando Pacman comia as bolonas brancas, ele podia comer os fantasmas, por tempo limitado.

Aposto que ninguém lembra dos nomes dos fantasmas: Blinky (vermelho), Pinky (rosa), Inkey (azul) e Clyde (laranja). O jogo teve vários desdobramentos, como a versão Mrs. Pacman, com um personagem feminino no papel principal, além de versões de desenhos animados para televisão. Para os trintões, vale muito como nostalgia.

Mas, como o assunto é a árvore de Natal e não o jogo em si, segue um vídeo da belezura: Pacman Xmas Tree


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

[Web] Ranking da Dor

E o Cleidinildo está ali, entre os Top 9 do Ranking!

9º - Frank Augustus, alemão em férias nos Estados Unidos. Acatando sugestão de amigos, foi assistir uma partida de baseball, que todos dizem ser o típico esporte americano.



8º - Steve Johnson, fanático pelas manobras vistas nas edições dos famosos X-Games. Tentou fazer o mesmo, porém, não estava utilizando equipamentos de proteção.



7º - Steve Johnson, novamente ele. Começou a utilizar equipamentos de segurança, como capacete, joelheira e cotoveleira. Porém, esqueceu uma máscara fullface para evitar perder os dentes.



6º - Grey Johnson, primo de Steve Johson. Profissional do esporte. Durante uma prova internacional, ao liderar o pelotão de ciclistas, foi cumprimentar o primo Steve, que estava em um carro de apoio.



5º - Dwayne Bomb, rato de praia e de academia. Idiota por natureza. Gastou USD 45,000.00 em sua moto turbinada, porém, por não ter mais dinheiro, resolveu fazer a revisão por conta própria. Estava se mostrando para os "manos" e para as "minas".



4º - Alessandro Panini, companheiro de equipe de Bedford III. Perdeu o controle da moto quando o próprio companheiro deu um "toque" com o pneu da moto na traseira dele.



3º - Julio Carreras, toureiro profissional, ao curvar-se para cumprimentar o público, achando que o touro estava morto.



2º - Wilson Cartwright, turista americano. Ferido por um touro durante uma tourada na Espanha, Coincidentemente, gargalhou quando o toureiro profissional Julio Carreras foi alvejado pelo touro, no evento anterior.



1º Cleidinildo, chumbado de cachaça, participando pela primeira vez da Farra do Boi. Terceiro homem a andar sobre as águas, depois de Jesus Cristo e Pedro.



terça-feira, 12 de agosto de 2008

[MovRev] Robocop - O Policial do Futuro

(Robocop)

Dirigido por Paul Verhoeven

Mais um clássico do final da década de 1980, Robocop é um filme que assustou muitas pessoas pela sua violência gratuita extrema e cenas fortes, tanto que levou restrição para adolescentes quando estreou nos cinemas americanos. Por outro lado, é um filme legal, com um personagem de sucesso imediato, mesmo com tantos outros similares japoneses, como Jiban e Cybercops.

Apesar da violência ser realmente uma marca registrada do filme do diretor Paul Verhoeven, a agilidade na direção e nas cenas de ação garantiu que a aventura conquistasse o público mais jovem, fazendo sucesso até mesmo com as duas continuações descartáveis, de 1990 e 1993.

Alex Murphy (Peter Wellers) é o novo parceiro de Anne Lewis (Nancy Allen), policiais de um distrito de Detroit, nos Estados Unidos. Em sua primeira missão, eles tentam prender alguns traficantes e Murphy acaba sendo executado cruelmente pelos bandidos. Dado como morto, ele é ressuscitado pelo time de engenharia de Bob Morton (Miguel Ferrer), responsável por um projeto para a criação de um policial robô, pela empresa OCP. Deste projeto, nasce Robocop, um policial meio homem, meio máquina, que tem como meta reduzir o crime na cidade de Detroit. Porém, afetado pela sua antiga memória que retorna com força total, agora Robocop vai atrás dos responsáveis pela sua morte e quer desmascarar a história por trás dos bandidos.

Mesmo com atores de segunda categoria, com exceção de Ronny Cox e Kurtwood Smith, a trama do policial robô emplacou enormemente, popularizando-se rapidamente por diversas mídias. De jogos eletrônicos a histórias em quadrinhos, de roupas a colecionáveis, a marca Robocop acabou se tornando mais lucrativa do que as próprias produções.

Os efeitos especiais podem até ser considerados ultrapassados hoje em dia, mas foram passos importantes para as modernas técnicas de animação e efeitos de simulação de ambientes. Nessa produção de 1987, eram usadas maquetes , como em Star Wars, de 1977, para reproduzir ambientes mais complicados. A animação stop-motion do robozão policial ED-209 parece um efeito precário, mas era um avanço para a época, com sobreposição de imagens e sincronização de várias camadas de filmagem.

E para completar a obra, um tema principal inesquecível que fazia parte de toda cena de ação em que o robô policial aparecia. Nada melhor para criar um chiclete de ouvido que todo mundo reconheceria como "aquela música do Robocop".

O diretor conseguiu fazer um filme rápido e facilmente digerível, sem espaço para pensamentos secundários, fora do contexto da ação. Ok, alguém pode até dizer algo crítico sobre a sociedade futurista, ou a cobiça dos homens, ou o descaso das autoridades, mas convenhamos, pura besteira de quem não tem mais nada para fazer, além de procurar mensagens escondidas em filmes hollywoodianos.

O roteiro é bem capenga, trabalho de debut dos roteiristas Michael Miner e Edward Neumeier, que conseguiram emprego para os longas seguintes do policial robô, mas é algo que nem ao menos importa para o âmbito da obra, uma vez que a ação é o atrativo principal, junto com o tal policial robô, o Robocop (soava bem quando falávamos "Robocop"), mesmo que o personagem principal fosse mais lento do que uma tartaruga, imitando sempre os gestos de um robô tradicional, passo a passo (mas dá pra ver algumas corridinhas indiscretas do ator durante o filme, hehehe).

É uma soma de fatores que transformaram a produção em uma obra apreciada, apesar de não ter um destaque realmente convincente, fora as cenas violentas. Um programa legal, mas que fica batido devido aos 20 anos de idade do longa, que envelheceu muito mal.

Agora, o diretor Paul Verhoeven viajou na maionese quando disse que Robocop era uma referência a Jesus Cristo. Só se for da maneira mais bizarra possível. Segundo ele, quando Robocop é refletido andando na água, em determinado ponto do filme, ele remete, na verdade, a Jesus caminhando sobre as águas; ou ainda o tiro nas mãos do policial como a crucificação do Salvador; e o tiro na cabeça do mesmo policial como a coroa de espinhos. É muito maconha nas idéias...

Nota: 6.5/10

Direção: Paul Verhoeven
Roteiro: Edward Neumeier & Michael Miner
Elenco: Peter Weller & Nancy Allen & Ronny Cox & Kurtwood Smith & Miguel Ferrer
Estréia: Julho de 1987
Gênero: Ação & Crime & Drama
Duração: 102 minutos
Distribuidora: Orion Pictures Corporation
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por Felipe Edlinger
12 de agosto de 2008
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

[MovRev] Serenity - A Luta pelo Amanhã

(Serenity)

Dirigido por Joss Whedon

Joss Whedon é um camarada que entende das coisas, principalmente quando se refere a seriados. Ele é o responsável pelos sucessos de Buffy - A Calça Vampiros e Angel, séries um tanto quanto bobas, mas que repercutiram durante muito tempo durante as seis temporadas de cada uma delas. Por outro lado, quando ele criou uma série mais elaborada, chamada Firefly, parece que a repercussão não teve o mesmo impacto e a Universal Pictures cancelou o programa na metade da primeira temporada.

Dois anos e meio depois, eis que o estúdio resolve fazer um longa para "finalizar" a série, com o nome da nave do seriado, Serenity, que era praticamente um outro personagem do elenco. Firefly era um seriado legal, porém, sem grandes chamarizes, seja nos roteiros, nas tramas ou nos personagens, mesmo porque acredito que não tenha havido tempo para explicar tudo o que estava na cabeça do diretor e roteirista Joss Whedon.

Em um futuro distante, a Terra não mais comporta os seres humanos, devido à imensa quantidade de poluição existente. Os humanos, então, saem do planeta em busca de outros lugares para viver, colonizando inúmeros outros planetas ao longo da galáxia. Serenity é a nave comandada por Malcolm Reynolds (Nathan Fillion), veterano da guerra interplanetária, que agora se dedica a alguns negócios ilícitos. Foragido da Aliança, poder central da galácia, ele apenas quer ficar fora do radar e manter uma vida sem muitos problemas. Tendo como companheiros em sua tripulação, Zoe (Gina Torres), Wash (alan Tudyk), Jayne (Adam Baldwin) e Kaylee (Jewel Staite), ele dá abrigo para dois fugitivos da justiça, Simon (Sean Maher) e sua irmã, River (Summer Glau). Quando a garota River começa a demonstrar estranhos comportamentos, a tripulação toda vai em procura de respostas para algo que está enterrado muito mais profundamente do que eles pensam.

A série Firefly tinha e ainda tem inúmeros fãs de carteirinha por todos os lados, mas não justifica a idolatria que tantos exercem sobre ela. A história é praticamente um extrato do universo Star Wars, com seu futuro sucateado, guerras interplanetárias, controle galáctico, foragidos da lei e conspirações universais. Era até muito bem produzida, com efeitos especiais de ponta, mas não tinha um apelo como o universo Jedi mais famoso, nem uma história central que amarrasse toda a trama. Eis o porquê do cancelamento do programa.

O filme, por outro lado, é uma tentativa de amarrar as pontas que foram deixadas soltas pelo seriado. Para falar a verdade, é o resumo de tudo o que não aconteceu no seriado, como quem são os reavers (seres violentos e cruéis), qual o papel da Aliança, o que na verdade aconteceu com River no passado, o que aconteceria com Mal e Inara (a bela Morena Baccarin, uma "acompanhante" na série). Este é um dos maiores pecados do filme, que é praticamente 100% dedicado aos fãs da série, que já conhecem as nuances dos personagens e das histórias. Para quem é novo no universo Firefly, é um programa meio sem pé nem cabeça, que não faz sentido em nenhum momento.

O elenco tem alguns bons destaques, como o próprio comandante Malcolm Reynolds, interpretado por Nathan Fillion, canastrão ao estilo han Solo, de Harrison Ford, que parece ter sido o estudo para criar o personagem, na medida entre irônico e rústico. Há ainda o piloto Wash, de Alan Tudyk (Coração de Cavaleiro, Eu, Robô) que garante boa parte do lado cômico do filme, assim como o Jayne de Adam Baldwin (nenhum parentesco com os irmãos Baldwin), uma mistura de brutamontes com certa estupidez intelectual. Por outro lado, há personagens sem graça e que não agregam nada ao filme, como a Zoe de Gina Torres e o Doutor Simon, de Sean Maher. Jewel Staite é uma graça de mulher, com uma beleza moleca que, com certeza, encanta, e só por isso já bastaria para estar no filme, assim como a "acompanhante" Inara, de Morena Baccarin. Finalmente, a personagem chatinha de Summer Glau, River, se encontra e deixa de ser a coitadinha que sempre foi na série, o que dá certo alívio, tamanha a inutilidade de sua participação no finado seriado.

É um filme para fãs apenas, que pode ser classificado como muito bom, sob esta perspectiva. Porém, para os que nunca viram a trama do seriado, é um filme bem produzido, só que sem sentido e, por isso, de mediano para ruim, ainda mais se levarmos em consideração o antagonista sem sal incluído no longa-metragem. Um programão de primeira categoria, ou tempo perdido com algo sem valor. Depende de você.

Nota: 6/10

Direção: Joss Whedon
Roteiro: Joss Whedon
Elenco: Nathan Fillion & Gina Torres & Alan Tudyk & Morena Baccarin & Adam Baldwin & Sean Maher & Summer Glau & Chiwetel Ejiofor
Estréia: Setembro de 2005
Gênero: Ação & Aventura & Ficção Científica
Duração: 119 minutos
Distribuidora: Universal Pictures
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por Felipe Edlinger
24 de julho de 2008
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domingo, 10 de agosto de 2008

[MovRev] Os Goonies

(The Goonies)

Dirigido por Richard Donner

Pensou em diversão, pensou em Os Goonies. Clássico dos clássicos da década de 1980, que arrastou multidões para os cinemas e ainda atrai gerações para a frente da telinha da televisão. É o filme perfeito para todas as idades, para os bravos e para os medrosos, para os netos e para os avós, e para todos aqueles que têm um pouco de aventura no coração e na alma.

Mikey, Gordo, Bocão, Dado, Brand, Andy e Stef. Sloth os os Fratellis. As turmas de protagonistas e antagonistas mais bacanas da história do cinemão-pipoca, que nos fez rir, divertir e aventurar mais do que qualquer outra produção de quaisquer outras épocas.

Os Goonies é um filme atemporal para quem tem a alma jovem, mesmo que os trajes dos personagens e músicas da trilha sonora sejam descaradamente anos 80. Mas isso não muda nada, sempre sonhamos com aventuras, navios piratas, perseguições e perigos de vida, junto com nossos amigos mais queridos e, de preferência com um parzinho romântico no final. Sem intromissão dos pais, é claro!

Quem nunca sonhou em se um Goonie, que levante uma das mãos. Eu sempre quis, e até continuo querendo. Não posso fazer nada, tenho o espírito jovem e serei uma eterna criança. Paciência. Para os outros, eu estou muito bem, obrigado.

Os Goonies são uma galera de jovens amigos que moram nas docas Goon, na cidade de Astoria, no estado americano do Oregon. Crescendo e vivendo juntos desde que se conhecem como gente, eles passam pela iminência de se separar porque seus pais são obrigados a vender suas casas. Em uma última reunião de amigos, eles descobrem, no sótão da casa de um deles, objetos que estariam relacionados a lenda do pirada Willy "o Caolho", que teria escondido seus tesouros nas cercanias da cidade onde moram. Decididos a encontrar o tesouro pirata, Mikey (Sean Astin), Bocão (Corey Feldman), Gordo (Jeff Cohen) e Dado (Jonathan Ke Quan), seguidos por Brand (Josh Brolin), irmão de Mikey, Andy (Kerri Green) e Stef (Martha Plimpton), colocam-se na procura da tão sonhada riqueza que possibilitaria aos pais pagarem as hipotecas das casas e manterem-se em Astoria. porém, o que parecia apenas uma simples caça ao tesouro se complica com a presença dos bandidos atrapalhados Fratellis, Jake (Robert Davi), Francis (Joe Pantoliano) e Mama (Anne Matuszak) e inúmeras armadilhas preparadas pelo pirata Willy. Uma aventura que os marcará para sempre e que os coloca em um novo patamar do que significa amizade.

Contando com alguns mestres na produção, começando por Richard Donner (Ladyuhawke - O Feitiço de Áquila, Superman, A Profecia, Máquina Mortífera) na direção, Chris Columbus (Gremlins, Enigma da Pirâmide) no roteiro e com história de Steven Spielberg (vamos deixar de lado a lista de filmes desse camarada...), o filme é um primor técnico em termos de filmes de aventura. Com ambientação muito bacana (mesmo com as dificuldades de filmagem em locação por causa do tempo no Oregon), história muito bem amarrada, atuações no ponto, vestuário bacana, efeitos especiais adequados e cenários fantásticos. Um dos grandes exemplos de todos os tempos de como se fazer um filme de aventura bem feito. Até mesmo alguns erros de continuísmo fazem parte da graça da produção. Mas, o ponto principal, com certeza, não diz nada à respeito de aspectos técnicos e metodologias, a questão é o quão DIVERTIDO este filme é! E, sim, com todas as letras em maiúsculas.

Carregado por uma trilha sonora oitentista e saudosista, como não poderia deixar de ser, as cenas são de perfeito encaixe com as músicas de Cyndi Lauper, The Bangles e Speedwagon, sendo que algumas foram exclusivamente compostas para o filme, como o tema principal e hino da infância de muitos, The Goonies R Good Enough, de Cyundi Lauper.

Muitos dos atores saíram de Os Goonies para o anonimato, outros tantos para o estrelato tardio, poucos para o sucesso imediato. Independente da competência e da repercussão posterior de cada um deles, uma marca na infância de muita gente foi deixada, sejam os adolescentes de ontem e trintões de hoje ou as crianças que surgiram depois do "nosso tempo". Com certeza, sempre serão água fresca frente produções cheias de efeitos especiais inúteis, intérpretes chatões e bandidos verdadeiramente malvados e cruéis. É um mundo de fantasia, que apesar de nada ter a ver com a realidade de qualquer um de nós, não faz mal a ninguém. Muito pelo contrário.

Poços dos desejos, navios piratas, restaurantes de verão, sorvetes, lareiras, esgotos, toboáguas. Palavras comuns que tiveram seus significados modificados depois desse clássico. Junto com Willy "o Caolho", Astoria, Chester Copperpot, Sloth, Goonies e Fratellis, tudo muda, tudo se torna melhor, mais divertido, mais sonhador, mais gostoso.

Apenas não é nota 10 porque um outro filme do Sr. Spielberg não deixa nenhum outro chegar perto, a primeira aventura de um certo arqueólogo canastrão, que usa jaqueta de couro e chapéu.
Alguém precisa de mais alguma coisa para ter um ótimo programa de final de tarde? Eu diria que não, mas gostaria de acrescentar pipoca e Guaraná!

Nota: 9/10

Direção: Richard Donner
Roteiro: Chris Columbus & Steven Spielberg
Elenco: Sean Astinn & Josh Brolin & Jeff Cohen & Corey Feldman & Kerri Green & Martha Plimpton & Jonathan Ke Quan & John Matuszak & Robert Davi & Joe Pantoliano & Anne Ramsey
Estréia: Agosto de 1985
Gênero: Aventura & Comédia
Duração: 114 minutos
Distribuidora: Warner Bros. Pictures
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por Felipe Edlinger
10 de agosto de 2008
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