...e assim caminha a humanidade...

"Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingí-la." (Salvador Dali)
"Et quacumque viam dederit fortuna sequamur." (Virgílio)
"Always think about a coloured tequila sunrise life." (Felipe Edlinger)
"Foda-se a balada, o que importa é a companhia." (Felipe Edlinger)
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

[Enter] Energia na Cabeça

Muita gente gosta. Com bebidas alcoólicas, às vezes até puro. Mas a verdade é que os preparados ditos energéticos fazem a cabeça do povo.

Energia extra, ânimo para enfrentar o dia-a-dia, força para se fazer atividades físicas, combinação perfeita (e, segundo os especialistas, não recomendada) para a balada, os energy drinks são cada vez mais consumidos pela galera, incluindo-se aqui a molecada menor de idade, os jovens baladeiros, os adultos workaholics e até alguns senhores e senhoras de idade que resolvem experimentar a moda.

A verdade é que, o que antes era apenas um mundo bipolar, com Red Bull de um lado e Flying Horse de outro, hoje temos inúmeros exemplares de energy drinks, dos tradicionais aos genéricos de quitanda.

Com (muita) experiência de causa, eis alguns deles e o nível de energia do barato:

Red Bull - O clássico dos clássicos, campeão dos campeões. Está na ativa há muito tempo, desde o final da década de 1980. Patrocinador de eventos famosíssimos, de corridas aéreas a equipe de Fórmula 1, é o preferido da moçada... ops, quer dizer, de todo mundo! Delicioso, é combinado com bebida alcoólica a torto e a direito, apesar de não recomendado. Mesmo puro, é excelente, ainda na mais na versão latão 350 ml, com melhor custo-benefício.

220V - A versão tubaína dos drinques energéticos. Com gosto de Guaraná Joaninha, é um dos mais baratos, mas não justifica o investimento, a não ser que você ainda não tenha bebido Red Bull. Ou caso você goste realmente dos guaranazinhos do interior vendidos em garrafinhas de 200 ml.

Carrefour Energy Drink - Assim como quaisquer outros produtos da marca Carrefour (genéricos de plantão), tem qualidade elevada e é muito parecido com o Red Bull original. Parecido mesmo! Pouca diferença no gosto, é, sem dúvidas, um genérico de bastante presença (não, eu não sou acionista do Carrefour), mesmo sendo difícil de achar. Sem contar que é beeeem mais barato que o famoso Red Bull.

Flash Power - Mais um que está já há algum tempo no mercado, mas não chega nem aos pés daquele que "te dá asas". Um tanto quanto amargo, nem de longe oferece o mesmo sabor e refrescância dos outros, mesmo quando comparado com o 220V. Depois de dois goles, você começa a pensar: "acho que R$1,00 a mais no bolso não valeu a pena...".

Burn - Produto da The Coca-Cola Company, que sempre pensa em meter o bedelho onde não é chamada. Se a empresa teve que comprar o famoso Inka Cola, no Peru, para ganhar market share, por que não lançar uma bebida energética? Pois é, o que parecia ser um boa, se tornou um tiro n'água. Burn tem mais cafeína do que os concorrentes e, conseqüentemente, um gosto especialmente ruim de café passado. Não recomendável para pessoas normais, somente para fãs e viciados incondicionais de Coca-Cola. Blerg!!!

Bad Boy - Doce no começo, amargo no final do gole, deixa um gosto doce-amargo na boca, coisa estranha tipo o sabor de bala de framboesa meio azedinha. Não é de todo ruim, mas... e além disso, a marca Bad Boy já não está com a bola cheia há um tempão, nem mesmo quando os manés, ratos de academia, pseudo cantores de rap, adoradores de bonés sem aba, a usavam.

Flying Horse - Bebida razoável, mas deveria ter melhorado pois é uma das que está há mais tempo no mercado. Sempre no rastro do Red Bull, mas sem conseguir atingir o mesmo patamar. Mais ou menos como um Guaraná Kuat está para um Guaraná Antarctica; eles podem coexistir, mas não tente brigar de frente.

Flying Horse Light - Pelo amor dos deuses! Quando alguém fala que os alimentos e/ ou bebidas light/ diet tem o mesmo sabor que as normais, NÃO acredite. Esta bebida é horrível. É o único caso em que é impossível terminar a latinha, de tão ruim que é o gosto. Parece alguma coisa vendida de tão amargo que é. Realmente, deve ser light porque você não bebe de novo e não ganha calorias. Ou porque te faz botar tudo pra fora e dessa forma emagrece.

Vibe - Surpreendentemente bom. Óbvio que não é um super produto, mas pelo preço consegue ser bem melhor do que os Flash Powers e Flying Horses da vida. Boa opção na falta do tradicional.

VEREDICTO FINAL: Se você ainda tem dúvidas sobre o melhor energético do mercado, vá lá, compre todos os disponíveis e faça você mesmo o teste. Se conselho fosse bom, a sugestão seria para se manter com o original porque não tem como errar. Se quiser arriscar, fique à vontade, a dor de cabeça (ou de estômago...) posterior será sua, de qualquer maneira. No final, Red Bull na cabeça!

sábado, 12 de julho de 2008

[Enter] F.R.I.E.N.D.S.


Quem já assistiu Friends, ao menos uma vez na vida? Agora, quem gostou tanto que acabou se apaixonando pela série e acabou assistindo praticamente todos os capítulos, por até mais de uma vez?

Friends, série criada em 1994 por David Crane e Marta Kauffman, é uma das séries de comédia mais bem sucedidas da história da televisão americana e, por que não, mundial. Extremamente engraçada, bem escrita e de enorme carisma, tem qualidade superior em todos os aspectos (roteiro, produção, elenco, piadas originais) com relação a quase todos os outros programas de comédia que já passaram pela telinha, talvez, com exceção a Seinfeld.

Friends se passa na cidade americana de Nova York, que empresta muito de seu charme a série, mesmo que a cidade em si não tenha sido parte do foco da produção, uma vez que a maioria das cenas eram feitas em estúdio.

A saga dos seis amigos sempre teve como base (não ponto de partida, mas local fixo da trama) o apartamento de Monica Geller e o Café Central Perk, onde a turma sempre se reunia para botar a conversa em dia ou, simplesmente, passar o tempo.

A "gangue" consistia em Monica e Ross Geller, irmãos; Chandler Bing, amigo de faculdade de Ross; Phoebe Buffay, antiga roomate de Monica; Joey Tribbiani, companheiro de apartamento de Chandler; e Rachel Green, eterna paixão de Ross e melhor amiga de Monica durante o colegial.

Toda a trajetória dos amigos entre seus 25 e 35 anos é muito bem amarrada por situações e personagens que vão e voltam e que, com certeza, faziam a alegria dos fãs, como os pais de Monica e Ross, o pai-transformista de Chandler, as irmãs de Rachel, o garçom Gunther, a ex-namorada de Chandler, Janice, o irmão de Phoebe, Frank, a ex-esposa lésbica de Ross, Carol, e todas as ex-namoradas de Joey.

Friends foi recebida com tamanho carinho por parte dos telespectadores que, muitos deles, cresceram juntos com as 10 temporadas da série, enquanto uns se casavam, outros tinham filhos, e Joey, bem... Joey continuava solteiro. O último capítulo de Friends, transmitido em maio de 2004, conseguiu a façanha de ter uma das maiores audiências da história da televisão americana, comparada apenas com finais do SuperBowl, um dos minutos mais caros da televisão mundial.

Quem deveria ser a grande estrela da série era Jenniffer Aniston (Rachel Green), então Sra. Brad Pitt, porém, parece que o show dela foi roubado pela performance de outros da turma, como Lisa Kudrow (Phoebe Buffay) e David Schwimmer (Ross Geller). A Rachel Green de Aniston conseguia ser a mais irritante dos seis amigos, em muito devido as características de sua personagem: mesquinha, mimada, alienada e, acima de tudo, paixão platônica de Ross Geller, o melhor da série.
Rachel Green era a filha de um médico bem sucedido, que nunca havia trabalhado na vida e sempre dependeu do suporte dos pais. Desiste do casamento com um dentista no momento do "sim" e a partir daí entra na vida dos outros cinco, quando vai em busca do socorro de Monica. Com certeza, a menos engraçada da série, afinal de contas, ela foi chamada para ser a "gostosinha", e não a engraçada.

Do lado masculino, Matt leBlanc, assim como Jennifer Aniston, deveria ser o destaque, com seu ítalo-americano Joey Tribbiani, um ator mal sucedido que não conseguia um papel decente e que conquistava, por outro lado, quase todas as mulheres que abordava. Porém, o estereótipo atribuído a ele funcionou muito bem por algumas temporadas e perdeu um pouco do tom e do humor com a repetição exaustiva de seu "how are you doing?" (algo como "como você está?"), sua principal cartada para cantar as mulheres. Joey era bobo, para não dizer burro. Mas, com certeza, arrancava muitas risadas da platéia com seu jeitão meio bruto e criança de ser.

Courtney Cox interpretava Monica Geller, uma linda chefe de cozinha, amiga de Rachel Green e irmã de Ross Geller. Monica era obesa quando adolescente e grande parte de seus traumas vêm daquela época, quando, inclusive, ela decidiu que trabalharia com, bem... comida. Obsessiva por limpeza, sua paranóia em manter o apartamento totalmente em ordem, arrumado e sem traços de sujeira, rendeu bons episódios. Mas, mesmo assim, as vezes cansava com suas "loucuras".

Matthew Perry, como Chandler Bing, era o personagem irônico, ácido e sarcástico. Utilizando o humor como válvula de escape e mecanismo de defesa, ele sempre tinha uma resposta quase engraçada para tudo, na ponta da língua. Sua falta de jeito com as mulheres também rendia inúmeras gags de "rachar o bico". Nenhum dos personagens sabia com o que Chadler trabalhava, afinal, o que fez com que, em um episódio, ele e Joey ganhassem o apartamento de Monica em uma aposta.

Phoebe Buffay era a personagem insana, desequilibrada e fora do comum de Lisa Kudrow. Personagem que ela cisma em incorporar até em produções mais recentes. Com um senso de humor mais pesado do que os dos outros e totalmente sem noção, ela dava um ar de loucura às piadas que todos eles desferiam em cada um dos 24 episódios anuais. Phoebe era uma massagista que sempre atacava de cantora, com seu violão e sua música horrível, com destaque para Smelly Cat, que chegou até a ser gravada em um videoclipe no seriado, porém, com a voz de outra pessoa. Ela viveu durante muito tempo nas ruas, desde que sua mãe havia se suicidado e aprendeu a sobreviver da maneira mais difícil.

Agora, o grande destaque do show era, realmente, o Ross Geller de David Schwimmer. Com grande talento para a atuação e, também, para a direção (dirigiu 10 episódios ao todo), ele era o mais ingênuo dos personagens, porém, o que se colocava nas situações mais cômicas possíveis. Seu amor platônico por Rachel sempre o levou a ocasiões ambíguas e, normalmente, ele era quem mais sofria por causa da indiferença da amada. Mestre das expressões faciais, Schwimmer é capaz de arrancar gargalhadas com um simples olhar. Isso sem contar quando ele tem a oportunidade de utilizar toda sua expressão corporal.

Porém, o sucesso não residia nos indivíduos mas, sim, no grupo. Esse foi o forte de Friends por tanto tempo. As piadas, as gags, o entrosamento era perfeito e, sempre que eles estavam juntos, mesmo que as piadas fossem repetidas, o efeito era sempre o mesmo: gargalhadas e gargalhadas. É certo que houve momentos individuais em que cada ator e atriz brilhou, mas nada comparado ao trabalho em conjunto dos seis.

Apenas para mensurar o quanto a série foi aclamada, cada um dos seis atores principais chegou a lucrar USD 1 milhão por episódio, nas últimas temporadas. Nada comparado à audiência ou às cópias dos DVDs vendidas em todo o mundo. Pessoalmente, tenho todas as temporadas muito bem guardadas, e muito bem usadas!

O melhor de tudo é que a série é atemporal. Até hoje, os primeiros capítulos não envelheceram nem um pouco, com exceção da pouca tecnologia mostrada no seriado (como um notebook de Chandler, que possuía o "maravilhoso" disco rígido de 540 MB) ou as roupas e penteados. Mas, mesmo assim, basta uma olhada em quaisquer dos quase 240 episódios para querer assistí-los uma vez mais. E muitos deles, definitivamente, várias vezes mais.

Vale como comédia, como modo de alegrar uma terça-feira chuvosa, como nostalgia e, principalmente, como mais uma razão para chamar os amigos para fazer uma sessão F.R.I.E.N.D.S. em casa. Recomendado de montão!

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