...e assim caminha a humanidade...
"Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingí-la." (Salvador Dali)
"Et quacumque viam dederit fortuna sequamur." (Virgílio)
"Always think about a coloured tequila sunrise life." (Felipe Edlinger)
"Foda-se a balada, o que importa é a companhia." (Felipe Edlinger)
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domingo, 8 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
[MovRev] Karate Kid II
Dirigido por John G. Avildsen
Inevitavelmente, uma continuação do estrondoso sucesso Karate Kid foi realizada. Para felicidade geral dos fãs, a qualidade foi mantida no mesmo nível do filme original, sempre focado nas pessoas, e não nas lutas, como todos esperavam ao ver a primeira produção.
Porém, desta vez, o foco do filme não é Daniel LaRusso, ou Daniel-san, mas sim a vida de desencontros e tristezas remotas do Sr. Kesuke Miyagi, e sua juventude em Okinawa, no Japão.
Após receber uma carta com notícias da doença de seu pai, Miyagi (Pat Morita) decide viajar ao Japão para rever seu pai pela última vez. Daniel LaRusso (Ralph Macchio), que não aguenta ficar longe do mestre, resolve acompanhá-lo até sua terra natal. Lá chegando, Miyagi revê seu grande amor de juventude, Yukie (Nobu McCarthy, que faleceu em 2002, em Londrina, no Paraná) e, também, seu ex-melhor amigo, Sato (Danny Kamekona). Enquanto Daniel-san se engraça com Kumiko (Tamlyn Tomita), Miyagi tenta se reconciliar com Sato, que o culpa por tê-lo desonrado, ao deixar Okinawa e ir para a América.
Ralph Macchio está idêntico ao seu personagem do primeiro filme, tanto em personalidade quanto no próprio aspecto físico; os dois anos que separam os dois longas parecem não terem causado nenhum envelhecimento ao ator, que continua com cara e corpo de moleque de 17 anos (apesar dos 25 anos, à época do filme), ao contrário do terceiro filme, quando ele aparece rechonchudo.
Pat Morita continua cativante como Miyagi, mestre carateca de Daniel. Dessa vez, assombrado por fantasmas do passado, que fizeram sua vida mudar, ele busca a redenção tentando consertar erros de sua juventude. De qualquer maneira, seja refletindo sobre suas ações ou ensinando Daniel-san a lutar, ele ensina mais uma vez que lutas sempre são o último recurso para acertar os ponteiros com outra pessoa.
Com o mesmo diretor do primeiro filme, a essência da história é muito parecida; apenas não é possível compreender como a mesma pessoa responsável pelos dois primeiros filmes da série, conseguiu fazer, também, o terceiro, que só não é mais fraco do que o quarto, com Hillary Swank (!). A culpa nem ao menos pode ser colocada no roteiro porque Robert Mark Kamen escreveu todos os quatro filmes.
Filmado no Havaí, tem belíssima fotografia, com lindas panorâmicas de paisagens costeiras e pores-do-sol, além da composição das cenas com ornamentos tipicamente japoneses, que enfeitam toda a trama do filme.
A trilha sonora é profunda e resgata o bom gosto da suave música oriental para emoldurar o tema do perdão e do reconhecimento da verdadeira amizade, no lugar da famigerada honra. Para os momentos "Daniel-san", Peter Cetera canta Glory of Love, música indicada ao Oscar de Melhor Canção e considerada uma das músicas mais tocadas nas rádios naquele ano.
Apesar dos altos e baixos do filme, a continuação continua sendo um sucesso menor das tardes de sábado, mas que sempre vale a pena ver de novo. Um filme tocante, ainda mais do que o primeiro, porém, sem a mesma inovação e emoção do original. De qualquer maneira, uma produção terna, com ritmo cadenciado e calmo, e cheio de "música" para tocar o espírito.
Nota: 6/10
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por Felipe Edlinger
02 de junho de 2008
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domingo, 1 de junho de 2008
[Web] Atenção às Placas
"Não cumprimente o pingüim."
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"Carregue o espectro canino com cuidado."
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"Ao ser perseguido por uma árvore de Natal, corra como o Diabo."
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"Proibido discutir com uma foca ao flutuar."
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"Área de acesso para bonequinhos de bolo de casamento."
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"Ao avistar uma onda, incline-se como um idiota."
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"Atenção: sujeito portando sombra disforme."
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"Permitido dançar Macarena próximo as escadas."
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"Proibido correr ao roubar um atum."
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"Não sirva seu filho como alimento para a marmota mutante."
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"Proibido brincar de lutinha com o elefante."
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"Em caso de genitais em chamas, mantenha-se atrás do retângulo branco."
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"Messias em treinamento."
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"Perigo: aviões quicando."
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"Criatura do Mal nos próximos 5 km."
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"Desça acompanhado por sua chama de estimação."
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"Deslize ao carregar seu coelhinho de estimação."
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"Carregue o espectro canino com cuidado."
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"Ao ser perseguido por uma árvore de Natal, corra como o Diabo."
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"Proibido discutir com uma foca ao flutuar."
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"Área de acesso para bonequinhos de bolo de casamento."
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"Ao avistar uma onda, incline-se como um idiota."
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"Atenção: sujeito portando sombra disforme."
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"Permitido dançar Macarena próximo as escadas."
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"Proibido correr ao roubar um atum."
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"Não sirva seu filho como alimento para a marmota mutante."
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"Proibido brincar de lutinha com o elefante."
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"Em caso de genitais em chamas, mantenha-se atrás do retângulo branco."
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"Messias em treinamento."
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"Perigo: aviões quicando."
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"Criatura do Mal nos próximos 5 km."
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"Desça acompanhado por sua chama de estimação."
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"Deslize ao carregar seu coelhinho de estimação."
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[MovRev] As Minas do Rei Salomão
Dirigido por J. Lee Thompson
A pior cópia de Indiana Jones de todos os tempos. Não existem palavras para se definir melhor este Allan Quatermain e as Minas do Rei Salomão.
As Minas do Rei Salomão, clássico livro bestseller de Henry Rider Haggard, lido por diversas gerações desde 1885, quando foi publicado pela primeira vez, trouxe Allan Quatermain ao conhecimento do grande público. Além disso, o livro e o aventureiro de Haggard inspiraram importantes obras culturais, como os filmes do maior herói do cinema de todos os tempos, Indiana Jones, e a graphic novel de Alam Moore, A Liga Extraordinário, que tem o aventureiro como um dos personagens principais.
Porém, nada justifica essa comédia pastelão, realizada em meados da década de 1980, que transforma todas as situações de uma aventura clássica em cenas risíveis, que de tão absurdas, causam apenas sorrisos amarelos, tamanha a falta de noção dos produtores.
Allan Quatermain (Richard Chamberlain) é um aventureiro contratado por Jesse Huston (Sharon Stone) para encontrar o pai da beldade, perdido no meio da África. Quando descobrem que o pai dela foi raptado por Dogati (John Rhys-Davies) porque ele sabe a localização das lendárias Minas do Rei Salomão, eles partem em uma aventura pelo meio do continente, em busca de resquícios de um dos maiores tesouros já conhecidos.
A incrível falta de qualidade nas atuações, incluindo-se os protagonistas Richard Chamberlain e Sharon Stone (em começo de carreira, aposentando-se como modelo de comerciais), faz uma peça de teatro universitário parecer Shakespeareana.
Richard Chamberlain encarna, talvez, um dos personagens mais canastrões do cinema, colocando ninguém menos que o Indiana, de Harrison Ford, no chinelo neste quesito. Além de mau intérprete, a sua comédia descarada e sem qualidade não agrega nenhum valor a trama.
Sharon Stone, com estilo Panteras da década de 1980 não faz frente a nenhuma das garotas de Indiana, nem mesmo a Alison Doody, a mais fraquinha de todas (ela interpretou a duplo-agente Elsa Schneider em A Última Cruzada).
O pior de tudo é ver John Rhys-Davies como o vilão Dogati. Saudades do boa praça Sallah, de Caçadores da Arca Perdida e A Última Cruzada. Os inimigos caricatos são inspirados diretamente nos vilões dos dois primeiros longas de Indiana Jones, porém são plágios/ cópias mais do que mal feitos.
Por outro lado, a produção do filme é cara, com centenas de figurantes e localizações ermas, na África, mais precisamente no Zimbábue.
Agora uma lista de como não se fazer um filme de aventura, na década de 1980:
1) A técnica de sobreposição de imagens não chega aos pés de outras boas produções do mesmo período. É tão rudimentar que lembra, e muito, os efeitos especiais do eterno Chapolin Colorado.
2) Os efeitos sonoros são horríveis e, muitas vezes, estão fora de sincronismo. Os socos não chegam nem, ao menos, a acertar os oponentes e tiros nem sempre funcionam.
3) As cenas de luta são extremamente fakes, com coreografia tosca e bisonha, não merecendo nenhum crédito.
4) As armadilhas, mais uma vez, são inspiradas diretamente nos filmes de Indiana Jones, Os Caçadores da Arca Perdida e O Templo da Perdição, filmados em 1981 e 1984, respectivamente.
5) Erros de continuísmo, sincronismo, sem contar os históricos, estão presentes durante todo o longa. Aliás, todos os "ismos" possíveis se fazem presentes.
E, agora, apenas para exemplificar: Allan Quatermain é desarmado com um tiro em seu revólver (2 vezes!), ele mesmo derruba um avião chutando a cabeça do piloto, e ele e Jesse Huston são cozinhados em um caldeirão gigante para serem comidos por canibais, escapando ilesos após saírem rolando dentro do próprio caldeirão.
O tema musical principal é até bacana, porém é repetido em tamanha dimensão durante a história que se torna um infortúnio aos ouvidos.
No final, não poderia se esperar mais de um cara (J. Lee Thompson - sim, isso tem um culpado!) que dirigiu, nada menos do que, nove filmes de Charles Bronson, já na famosa e trash fase de justiceiro com as próprias mãos. Tanto que a única coisa que conseguiu foi ser indicado às categorias de piores do ano, no Razzie Award.
Ao mesmo tempo, o filme é uma ofensa generalizada a sétima arte mas, por outro, traz de volta os tempos em que assistíamos a filmes de aventura às 13h, enquanto almoçávamos.
Allan Quatermain e as Minas do Rei Salomão sempre será um plágio de segunda (ou terceira) categoria das aventuras do Dr. Jones. Seria algo como George Foreman X Maguila, ou Inter de Milão X Inter de Limeira. Muitos filmes ruins dos anos 80 viraram clássicos da Sessão da Tarde, porém, este virou um clássico do Cinema em Casa sob o rótulo de Pela 1ª Vez na Televisão. Como dito, de segunda (ou terceira) categoria.
Nota: 3.5/10
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por Felipe Edlinger
02 de junho de 2008
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02 de junho de 2008
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