...e assim caminha a humanidade...

"Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingí-la." (Salvador Dali)
"Et quacumque viam dederit fortuna sequamur." (Virgílio)
"Always think about a coloured tequila sunrise life." (Felipe Edlinger)
"Foda-se a balada, o que importa é a companhia." (Felipe Edlinger)
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quinta-feira, 29 de maio de 2008

[MovRev] Pegar e Largar

(Catch and Release)

Directed by Susannah Grant

Comédias românticas sempre apresentam temas que nos fazem sorrir sem queremos, nos apaixonar com o fundo da alma e ainda nos acharmos as melhores pessoas do mundo, até mesmo por nos fazer esquecer de nossos problemas, mesmo que seja por meros 120 minutos. Infelizmente, quando pitadas de drama são adicionadas à receita, é necessária muita competência para se fazer um filme que agrade a gregos e troianos.

Este Pegar e Largar, porém, não cumpre muito bem seu papel de animador de torcidas, principalmente por causa, exatamente, da parte relacionada ao drama, que deixa a atmosfera um pouco carregada, mesmo com cenas engraçadas durante a história.

Gray (Jennifer Garner) acabou de perder o noivo, morto em um acidente de pesca em sua despedida de solteiro, há apenas algumas semanas do casamento. Para tentar afugentar a agonia e a saudade, ela vai morar com os amigos Sam (Kevin Smith), Dennis (Sam Jaeger) e Fritz (Timothy Oliphant), onde o amado morava. Enquanto tem atritos com a ex-futura sogra (Fiona Shaw), ela vai, aos poucos, com a ajuda dos amigos, superando a ausência do noivo. Sam e Dennis são 100% dedicação à amiga, com direito até a depressão por parte deles, porém, Fritz é negligente e parece pouco se importar com a situação. Mas, as coisas mudam de perspectiva quando ela começa a entender os porquês de seu amado ter sido tão amigo dele.

Pegar e Largar não é um filme muito leve, mas tem seus momentos graciosos e engraçados, sendo praticamente todos resultado do excelente trabalho do espalhafatoso Kevin Smith, diretor cult de mão cheia, que se considera péssimo ator. Não poderia estar mais errado. Ele é a alma do filme, e até parece que a própria diretora percebeu o mesmo no decorrer das filmagens e praticamente mudou a importância de seu papel, de coadjuvante para protagonista. Ele está em cena tanto tempo (ou mais) quanto Jennifer Garner (que já estava grávida durante as filmagens). Sem rasgar muito a ceda para o lado do ator/ diretor/ roteirista, ele consegue ser engraçado sem ser forçado e adiciona um elemento muito importante para esta comédia romântica dramática: a comédia!

O drama está todo por conta de Jennifer Garner, que parece sentir de verdade a dor da perda de uma pessoa querida. Apesar de ser uma atriz reconhecida, ainda não consegui me convencer de que ela seja uma boa atriz. Talvez, pelo estereótipo que ficou com sua série Alias ou com outros filmes duvidosos de ação, como Demolidor e Elektra. Em Prenda-me se for Capaz, ela não passa de uma ponta para o brilhantismo de Tom Hanks e Leonardo diCaprio; em Juno, ela não consegue uma fatia da excelência da jovem Ellen Page, como sua coadjuvante. Mas vamos dar um crédito para Sydney Bristow.

Timothy Oliphant também não é nenhum exemplo de ator, mas tem seus momentos, quase sempre com personagens de caráter duvidoso, como o Kelly de Um Show de Vizinha, o Thomas Gabriel de Duro de Matar 4.0 e o Agente 47 de Hitman - Assassino 47. Ele tem um jeito de cretino, porém sem perder o estilo bacana e amigo. Uma dubiedade que faz você odiar seus personagens e não deixar de achá-los legais, ao mesmo tempo. Em alguns casos, essa antítese cai como uma luva, em outros funciona como um tapa com luva de pelica. Aqui, em Pegar e Largar, em minha opinião, ajuda a tratar o tema da perda sem a melação de sempre, uma vez que a protagonista é sempre paparicada por todos devido à sua dor. Com ele, é diferente: "o mundo real está batendo na porta e vê se acorda para o hoje porque o ontem já foi embora".

Mesmo com bons atores, o filme não engrena tanto, ficando em uma temperatura morna durante quase todo o longa, apenas obtendo maior sinergia quando Kevin Smith dá o ar de seu talento. E também quando Juliette Lewis aparece, em um papel caricato já interpretado por ela em outros longas. Mas, mesmo com uma atuação meio automática, ela também mostra seu talento e sensualidade dos dias de Gilpert Grape - Aprendiz de Sonhador, Diário de Adolescente e Um Drink no Inferno. A irlandesa e experiente Fiona Shaw (a Tia Petúnia da série Harry Potter) também agrega atuação de qualidade em sua ponta como a mãe do falecido noivo.

O clima meio surreal de toda a situação, o balanço entre drama e comédia, pode gerar, como disse no começo, opiniões diversas, desde ódio mortal devido a falta de definição do tema, até a adoração do filme, pela peculiaridade das cenas entre tragédia e louvação. Muitas pontas estão soltas no roteiro, mas apesar de tudo, Susannah Grant faz uma boa estréia na direção de longas-metragem. Também assinando o roteiro, ela já tem experiência de sobra nessa área, tendo realizado Para Sempre Cinderella, Erin Brockovich, Em Seu Lugar, entre outros. Boa escola.

Nota: 6/10
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por Felipe Edlinger
29 de maio de 2008
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[Travel] Cataratas Victoria

No Zimbabwe, na África Austral (parte sul do continente), encontram-se as magníficas Cataratas Victória, uma queda de 128 metros de altura.

O lugar é conhecido, e não sem razão, pelo sugestivo nome de 'A Piscina do Diabo' por ser possível se banhar, sem um grande risco aparente, nas proximidades da queda, graças a uma estiagem que acontece entre os meses de setembro a dezembro.

Cada vez mais procurada por turistas interessados em lugares exóticos e emocionantes, as Cataratas Victória têm se tornado uma experiência única em se tratando de turismo radical.

Link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cataratas_Vit%C3%B3ria





[Jokes] Tolerância Zero

Uma mulher mal-encarada, antipática e muito, muito feia entra nas Lojas Americanas com duas crianças.

O gerente da loja, querendo ser gentil, pergunta-lhe:
- São gêmeos?

A mulher, fazendo uma careta, que faz com que fique ainda mais feia, diz:
- Não, paspalho! O mais velho tem 9 e o mais novo tem 7 anos. Por quê? Você, realmente, acha eles parecidos, seu idiota?

- Não... - diz o gerente - Eu só não pude acreditar que a senhora foi comida duas vezes!!!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

[Cool] Steampunk Star Wars

Star Wars todo mundo, praticamente, sabe o que é, correto? Agora, o termo Steampunk não é conhecido de muitos. Então Star Wars em versão Steampunk somente aumenta a incógnita.

Steampunk é um gênero de ficção científica e fantasia que, normalmente, contém elementos de alta tecnologia ambientados em uma era quando máquinas à vapor ainda eram amplamente utilizadas, quase sempre retratadas na era Vitoriana inglesa. O conceito surgiu entre o final dos anos 80 e o começo dos anos 90.

Bons exemplos de Steampunk são o filme japonês Steamboy, o jogo Final Fantasy VII e o próprio universo de Guerra nas Estrelas, com seu visual de futuro sucateado.

Eis que um artista, extremamente talentoso, chamado Sillof, muito experiente em recriar personagens já estabelecidos, de quadrinhos e filmes, em versões e realidades diferentes, criou a turma de Guerra nas Estrelas com o visual Steampunk. Resumindo o trabalho dele: um primor de imaginação e um resultado final de encher os olhos.

Link: http://www.sillof.com/C-Steampunk-SW.htm
Link: http://en.wikipedia.org/wiki/Steampunk

Obi-wan Kenobi e Luke Skywalker


Trooper e C3-PO


Han Solo e Princesa Leia


Chewbacca e Darth Vader


R2D2


terça-feira, 27 de maio de 2008

[MovRev] O Homem do Sapato Vermelho

(The Man with One Red Shoe)

Directed by Stan Dragoti

Eis um típico filme dos ano 80 e uma típica produção estrelada por Tom Hanks nos anos 80. Rápida, engraçadinha, com um Tom Hanks bobão que se dá bem no final, com situações um tanto quanto idiotas e praticamente esquecíveis.

Algumas outras produções podem ser colocadas no mesmo patamar, como A Última Festa de Solteiro, Voluntários da Fuzarca, Um dia a Casa cai, entre outros. A grande exceção é realmente Quero Ser Grande, que rendeu a primeira indicação do mega premiado Hanks ao Oscar de melhor ator.

Tom Hanks é Richard Drew, um violinista da orquestra filarmônica de Washington, que, acidentalmente, é "escolhido" como um agente secreto com missão de derrubar o diretor da CIA, simplesmente porque estava usando um único tênis vermelho quando chegou ao aeroporto. Confundido por um outro grupo de agentes, ele é perseguido, sem saber, por um bando de (incompetentes) profissionais, que querem descobrir o que ele planeja contra o diretor da CIA.

Tom Hanks estava acostumado com esse tipo de material no começo de sua carreira. Com exceção de Quero Ser Grande, como já dito, ele só começaria a fazer algo mais "sério" com Um Time Muito Especial, onde contracena com Geena Davis e Madonna. Depois, muitos sucessos viriam, como os premiados Filadélfia e Forrest Gump, sem contar com Apollo 13, Toy Story, O Resgate do Soldado Ryan, Náufrago, À Espera de um Milagre, e todas as comédias românticas típicas, agora, dos anos 90. Meg Ryan que o diga.

O roteiro, como tem que ser, é simples e bastante bobo, sendo vago em boa parte da trama, mas a direção fica ainda mais a desejar nas mãos de Stan Dragoti, diretor antigo, porém com poucos filmes no CV, todos de mediano para baixo; tanto que seu último filme foi em 1991.

Como curiosidade, vale ver James Belushi, novinho e em começo de carreira, em um papel bacana, mesmo que praticamente terciário, com algumas cenas engraçadas apenas por ele estar em cena. Dali pra frente ele entregou mais de 90 trabalhos em 20 anos, a maioria deles voltada para a comédia. Quem sabe, sabe. Outra ponta curiosa é a de Carrie Fisher, a Princesa Léia da saga Guerra nas Estrelas, em um dos primeiros trabalhos depois término da trilogia original de George Lucas. Para completar o elendo, Lori Singer garante o papel da mocinha linda e gostosa que faz par romântico com o protagonista.

Um programa clássico das Sessões da Tarde e que seria, normalmente, dispensável, se não tivesse Tom Hanks no elenco (desculpe-me James Belushi, mas é verdade). Portanto, vale ao menos prestar uma homenagem ao grande e eterno Gump, Forrest Gump.

Nota: 5/10
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por Felipe Edlinger
27 de maio de 2008
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segunda-feira, 26 de maio de 2008

[MovRev] Billabong Odyssey - A Busca pela Maior Onda do Mundo

(Billabong Odyssey)

Directed by Philip Boston

Sempre achei o surfe um dos esportes mais impressionantes e de extremo bom gosto, desde quando realmente praticado com o coração. Não estou falando dos manés que colocam uma prancha embaixo do braço, passeiam pela praia de roupa de neoprene, pegam algumas marolas e dizem "só", "aí" e "nóóóóó".

Quando sentimos paixão por alguém ou por alguma coisa, não medimos esforços para atingir nossos objetivos, e esse documentário Billabong Odyssey é exatamente isso: a busca por um sonho, sem medir esforços para alcançá-lo.

Esse é o resumo de um projeto de três anos que os campeões mundiais de ondas gigantes Mike Parsons, Brad Gerlach, Ken Bradshaw e Laybe Beachley (a única mulher no grupo) toparam fazer entre uma etapa e outra dos circuitos mundiais de surfe. O objetivo único e assombroso: nada menos do que encontrar e surfar a maior onda do mundo.

Billabong Odyssey é um documentário padrão, com técnicas padrão de entrevistas, narração em off e tomadas das viagens dos "atores" principais ao redor do globo. De Cortez Banks, em San Diego, California, às imensas ondas em pleno alto mar, passando pelos perigosos recifes de corais no Tahiti e em Maui, eles encaram o desafio com a garra e a alma de um verdadeiro surfista apaixonado.

Nadando com apenas braços ou utilizando jetskis para serem puxados, esses surfistas levam ao limite a palavra superação, chegando a encarar ondas de mais de 70 pés de altura, algo perto dos 18 metros.

O que chama a atenção, de surfistas ou não, são esses fenômenos da natureza que amedrontam qualquer pessoa, mesmo que bem preparada física e psicologicamente: as ondas gigantes. Engolindo qualquer coisa que venha pela frente, elas são forças devastadoras que não têm piedade de surfistas, banhistas ou mesmo embarcações desavisadas. O visual é incrível e dificilmente esquecível, ainda mais depois da bem sucedida empreitada final, durante o campeonato mundial de ondas gigantes de 2003.

O documentário não traz nenhuma mensagem, não nos faz pensar em nada em prol da humanidade, mas apenas reproduz o prazer dessas pessoas em fazer o que mais gostam na vida. Entre amadores e profissionais, uma produção que dá gosto de assistir e que é facilmente digerida por qualquer pessoa. Nada mais justo para o primeiro e único trabalho de direção de Philip Boston, que já foi diretor de arte de camaradas de peso como Tim Burton e Tony Scott.

Nota: 6.5/10
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por Felipe Edlinger
26 de maio de 2008
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domingo, 25 de maio de 2008

[Cool] Volkswagen Fusca

Muitos sentem simpatia por ele, outros tantos o odeiam. Independente da opinião, ele mostrou ao mundo um design inovador para a sua época. De uma Guerra Mundial às ruas de praticamente todas as cidades do mundo, ele ainda roda nos asfaltos, desfilando graça e despertando sorrisos. Ele já foi estrela de Hollywood e já teve versões relançadas e remodeladas. Alguns o chamam de Volkswagen, Beetle, New Beetle ou, simplesmente Fusca.










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