...e assim caminha a humanidade...

"Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingí-la." (Salvador Dali)
"Et quacumque viam dederit fortuna sequamur." (Virgílio)
"Always think about a coloured tequila sunrise life." (Felipe Edlinger)
"Foda-se a balada, o que importa é a companhia." (Felipe Edlinger)
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sexta-feira, 2 de maio de 2008

[Cron] When You Stop Drinking at Night Clubs

Recentemente, fiz uma promessa que consistia em parar de beber da maneira como eu bebia antigamente. Não que eu seja um bêbado inveterado, daqueles que bebem todos os dias, muito pelo contrário, eu era um bêbado que apenas bebia em dias de festas e baladas, no máximo, uma vez por semana.

Porém, tive meus motivos e os considero mais do que justificáveis, afinal de contas, cada um na sua, mas com alguma coisa em comum (ops, já vi isso antes...). E, de qualquer maneira, não devo satisfações à ninguém e, caso alguém pergunte o porquê das minhas decisões, o mundo terá ganhado mais uma pessoa curiosa.

Como tenho orgulho e realmente consigo perceber melhoras no meu estado, em festas ou não, continuo com a promessa de pé, mesmo depois do prazo de validade ter expirado. E, depois de mais de dez meses de resolução confirmada, aprendi algumas coisas que deveriam ser de domínio público, especialmente daqueles que se acabam nas pistas de drinks... ops, de dança...

Quando você pára de beber nas festas e baladas da vida, você começa a enxergar o mundo noturno por outros olhos, e as coisas parecem ser únicas, e não mais multiplicadas por dois, três ou, em casos extremos, quatro vezes, dependendo de quanto você bebeu naquela noite.

Algumas coisas são engraçadas, outras, nem tanto. Outras, ainda são inexplicáveis e você se pega perguntando como era possível fazer coisas que, agora, você percebe que são ridículas.

Uma coisa que você começa a perceber, para sua infelicidade, é que as pessoas, normalmente, são mais feias do que você lembra no dia seguinte. A velha história do "não existe gente feia, você é que bebeu pouco". Sim, é verdade. As pessoas feias procuram sempre os bêbados, é praticamente uma lei, e os bêbados acabam ficando com essas pessoas feias, simplesmente pelo fato que eles juram ser modelos. Quando você para de beber, você fica intrigado com aquela baranga (ou aquele "barango", no caso das meninas) que continua a te olhar durante a noite toda. Tudo leva a crer que vocês já se conhecem, mesmo que sua memória vá longe e não retorne nenhum resultado. É a vida. Isso sem contar com as pessoas ainda mais feias, que se acham os reis e rainhas do pedaço. Ledo engano, elas só se fazem de difíceis porque não existe outra opção.

Outra coisa interessante é que você começa a entender a musicalidade do ambiente. Na verdade, você compreende que as letras das músicas, mesmo daquelas mais clássicas que todo mundo conhece, são muito mais complicadas do que antes. Mesmo assim, você tenta acompanhar e você se vê fazendo papel de idiota. A banda nem sempre é boa e comete muitos erros na passagem de som e, mesmo assim, todo mundo (os bêbados) estão pulando e cantando a letra errada. E você acha tudo isso engraçado, é claro!

É normal, às vezes, você se revoltar porque existem pessoas que tentam se passar por levantadores de copo de primeira categoria, afinal de contas, você era o cara (ou a cara) que conseguia matar doses e doses e não entrar em depressão logo nas primeiras horas de casa noturna. Para falar a verdade, você já chegava "calibrado" com seus amigos, certo? Mas existem pessoas que gostam de chamar a atenção de outra maneira, como aquele camarada que pede tequila (todo mundo olhando: "uau, ele bebe tequila!"), bebe a dose de gole em gole, não sabe onde coloca o sal ou quando ele deve chupar o limão. Amador. Mas você não bebe mais, lembre-se disso.

Ainda existem aqueles outros que compram um balde de energéticos com uma garrafa de vodka, que custa dez vezes mais do que em um supermercado, achando que vão atrair mulheres com isso. No final, só chamam mais homens para a rodinha. Mas, disso, você já dava risada, mesmo quando bebia bastante. E a sorte, é que agora você não acaba passando mal perto das pessoas, mas corre um sério risco de ter alguém passando mal ao seu lado, como os caras do baldinho.

É verdade que agora você divide mais seu tempo entre a pista de dança e o toilete. Apenas porque você não compra mais os drinks elaborados ou as cervejas long neck de antes, mas sim, sucos, águas e refrigerantes que, com certeza, acabam mais rápido. E mais, você, hoje, sabe como é o banheiro porque você entra sem ajuda dos outros e consegue se manter em pé lá dentro sem se escorar com os ombros em um biombo ou com a cabeça em uma parede. E, agora, ah, agora, você percebe que existem pés saindo por baixo das cabines do banheiro, que só podem significar uma coisa: alguém acabou de conhecer o Hugo.

Quando você se dá conta, você gastou muito menos do que de costume e ainda precisa perguntar quanto falta para acabar sua consumação porque a sua água é quatro vezes mais barata (ou seria meno cara) do que seu drink favorito.

Infelizmente, você fica um pouco mais irritado com os empurrões, os "chega-pra-lá", os tapinhas no ombro pedindo passagem e as duas mãos no peito te afastando do seu lugar. Essa parte é ruim porque você vê que as pessoas são mal educadas, mesmo, e você não curte ser feito de João-bobo enquanto fala com seus amigos.

Agora, sua felicidade se resume a risos em qualidade e não mais em quantidade. Você percebe que quando você bebia você ria de tudo que as pessoas diziam, o que, provavelmente, você não havia entendido, ou que você não se lembrou nas horas seguintes, muito menos nos dias que se sucederam. E, hoje, você continua sem nenhuma pista. Seus passos de dança são menos extravagantes e cabem em um espaço de apenas um metro quadrado, mas você curte mais do que antes porque você fica junto a seus amigos.

Aliás, você fica mais tempo com seus amigos, afinal de contas, eles são seu porto-seguro em qualquer lugar, independente de quão bem ou mal você esteja, de quão engraçado você seja ou que tipo de dançarino você se torna durante a noite. E você começa a valorizar isso cada vez mais. E, na saída, você ainda se lembra da menina com quem conversou e até pede o telefone dela. Você diz boa noite para a menina do caixa e não se debruça sobre ela para falar que não quer os 10%. Você ainda cumprimenta o segurança e faz comentários engraçados sobre as tribos dos bebedores de cachaça. E ele ri.

Você não perde seu cartão de consumação, sua carteira, seu dinheiro ou seu cartão de crédito, muito menos as chaves do carro ou as de casa. Você sabe em qual bolso está cada item do seu inventário e não tem problemas com "dinheiro de bêbado". Você não oferece mais a sua própria carteira para que o flanelinha tire uma nota (porque você não consegue distinguir) e você o paga honestamente, nem muito, nem pouco. Apenas o justo.

No final, você se diverte mais, gasta menos e consegue chegar em casa muito mais cedo e rápido do que de costume, agora você se lembra do caminho.

Você percebe, no dia seguinte, que o acordar vem com mais disposição e não enfrenta nenhum problema de enxaqueca, ressaca ou amnésia alcoólica do dia seguinte. E viva a balada abstêmia!

Felipe Edlinger
03 de maio de 2008

[MovRev] Homem de Ferro

(Iron Man)

Directed by Jon Favreau

Este é o primeiro filme dos estúdios Marvel como uma empresa independente, que não precisa de Paramount, Warner ou New Line para fazer qualquer coisa relacionada a produção de filmes. Muitas expectativas foram colocadas nas costas de Avi Arad, diretor desse segmento da empresa, mas nada do que foi falado pode ter afetado o resultado final. Este é um filmaço de super-heróis, com todas as letras e balões de diálogos.

No mesmo patamar de Homem-Aranha, X-Men ou Quarteto Fantástico, a realidade de Tony Stark foi transportada com méritos para a telona. O sucesso se deve em boa parte a equipe de produção do longa, boa parte a Jon Favreau, cada vez mais conquistando seu lugar em Hollywood (se não o consquistou ainda, não sei explicar), boa parte ao bom elenco presente no longa, e essencialmente por a Robert Downey Jr, como o protagonista da aventura.

Jon Favreau, diretor: ator, diretor, produtor e roteirista, possui algumas boas obras no curriculum vitae, como Swingers (roteiro, produção e atuação), Hooligans (produção), Zathura (direção), Friends (atuação). Já os roteiristas Hawk Ostby e Mark Fergus já escreveram um dos melhores filmes de 2006, Filhos da Esperança, com Clive Owen e Julianne Moore. Razão para se ter um roteiro aceitado e uma direção competente e forte.

Jeff Bridges continua bem requisitado e dá uma boa interpretação de um dos maiores inimigos do Homem de Ferro, Obadiah Stane, o Monge de Ferro. Terrence Howard, bom ator, está eficiente como Jim Rhodes, parceiro de Stark e que, provavelmente deve aparecer em outra futura produção como substituto de Stark, na pele do Homem de Ferro. Gwyneth Paltrow está maravilhosa (parece que a idade somente está fazendo bem a ela) como Petter Pots, a linda assistente de Stark, pela qual ele acaba desenvolvendo sentimentos mais profundos.

Agora, quem realmente dá um show é Robert Downey Jr. Bom ator, como sempre foi, ele é a encarnação perfeita de Tony Stark. Se Tobery Maguire é o Homem-Aranha, Christopher Reeve sempre será o Super-Man, ele sempre será o Homem de Ferro. Primeiro porque Tony Stark é famoso (Downey Jr., também), segundo porque Tony Stark é exuberante e excêntrico (Downey Jr., também), terceiro porque Tony Stark é mulherengo (Downey Jr., também), quarto porque Tony Stark tem problemas com vícios (Downey Jr., também) e quinto porque, mesmo com tudo isso, ele é escrotíssimo e cool ao mesmo tempo (Wow, Downey Jr., também!). Feitos um para o outro.

Robert Downey Jr. é, adivinhem, Torny Stark, playboy e milionário, gênio e visionário, dono das Indústrias Stark, herdadas de seu pai e potencializadas por ele mesmo. Especialista no desenvolvimento de armas de destruição em massa ele é capturado em alguma parte do Cazaquistão e é obrigado por um terrorista a construir um míssil chamado Jericó. Contrariando o vilão, ele constrói uma armadura que mantém os estilhaços de granada, que o atingiram quando foi capturado, longe de seu coração. Percebendo que as armas desenvolvidas por sua empresa, com o intuito de proteger os cidadãos americanos, estão matando pessoas do seu país, ele resolve lutar contra o crime sob a armadura do Homem de Ferro. Sua batalha vai até o fim quando tem que enfrentar o Monge de Ferro, encarnado pelo seu próprio sócio, Obadiah Stane (Jeff Bridges).

Efeitos especiais de primeira, sonzeira no último e fidelidade aos quadrinhos fazem deste filme uma obra de arte para o gênero, recém revigorado. O que era temido pelos fãs não passou de pura desconfiança e, finalmente, a Marvel mostrou para que veio e que veio para ficar.

Dá gosto de ver uma obra em que os dólares dos estúdios não falaram mais alto do que os princípios daqueles que sabem o que fazem e o fazem com paixão. Nada de mudanças das origens, nada de heróis bonitinhos, nada de uniformes reformulados para parecer mais adequados ao mundo moderno. Homem de Ferro é tal e qual um dia alguém leu nos quadrinhos. E isso é um fator positivo. O que os outros estúdios não escutavam dos fãs, a Marvel escutou, afinal de contas, eles foram seu sustento por muitas décadas, antes da onda de filmes de super-heróis chegar.

Ácido, engraçado e movimentado, Homem de Ferro talvez seja apenas um novo começo de mais uma leva de filmes de heróis mascarados, que ainda aguarda "sequências" como Hulk, Wolverine e Justiceiro, e originais como Namor, Thor a até Homem-Formiga.

Com tantos bons filmes de heróis conhecidos (alguns nem tanto), espero que o estúdio esteja considerando seriamente a realização de um longa-metragem sobre Os Vingadores, o que seria, talvez, o maior filme de super-heróis de todos os tempos. Até que a DC Comics resolva lança Liga da Justiça. No final, quem ganha, somos nós!

Nota: 8.5/10

Felipe Edlinger
02 de maio de 2008

quinta-feira, 1 de maio de 2008

[MovRev] Super-Herói: O Filme

(SuperHero Movie)

Directed by Craig Mazin

Este filme é EXATAMENTE o que o subtítulo da produção diz: o melhor filme de super-heróis, depois de todos os outros! Eu apenas acrescentaria algumas outras palavras, como: a melhor comédia paródia-besteirol de todos os tempos... depois de todas as outras (menos uma ou duas).

É impressionante como as pessoas, principalmente as que escrevem roteiros, parecem cansadas de ser originais e se vendem ao círculo vicioso da indústria cinematográfica. Craig Mazin, diretor (e roteirista) responsável por este filme, também foi o criador dos filmes três e quatro da "n"logia Todo Mundo em Pânico, da qual somente o primeiro (esse sim original!) vale a pena. Isso prova que o cara não tem muita moral para fazer boas comédias.

Resumindo, o filme é a história de um garoto que é picado por uma libélula (!) alterada geneticamente, consequentemente ganhando poderes proporcionais ao inseto, virando o Homem-Libélula (!!). Quando resolve dedicar-se ao combate ao crime, ele se depara com o vilão Ampulheta, que suga a energia vital das pessoas em busca da vida eterna.

Se parece familiar, sim, você acertou, é um plágio das histórias de super-heróis da Marvel Comics, em especial, Homem-Aranha. Na verdade, é um apanhado geral de momentos dos filmes mais famosos de heróis dos últimos tempos, apenas mudando algo essencial nas cenas para que pareçam engraçadas.

Infelizmente (será?), as piadas são muito rasteiras e nada de original é apresentado, o que mostra uma preguiça sem tamanho dos coordenadores do projeto.

É uma reunião de atores e coadjuvantes de outras produções meia-boca, sendo que os "grandes" destaques são Sara Paxton, uma wannabe parecida demais com uma Reese Witherspoon novinha; Pamela Anderson, em uma aparição mais do que relâmpago (novamente, piadas com os seios dela...); e Leslie Nielsen, como o tio do herói, que mais parece não estar recebendo o dinheiro da aposentadoria.

De piadas engraçadas, até onde me lembro, são três: 1) a aparição de um sósia do Stephen Hawkings, 2) a família do professor Xavier, e 3) a piada sobre Two Girls, One Cup, que a enorme maioria do público brasileiro não irá entender. Sorte que o filme é curto, caso contrário teria desperdiçado mais do que 70 minutos da minha vida.

Nota: 3/10

Felipe Edlinger
01 de maio de 2008

[Jokes] Se rir, morre!

Um americano, um brasileiro e um argentino sobreviveram a um naufrágio.
Eles nadaram, nadaram, até que chegaram a uma ilha.
- Ufa! Estamos salvos! - gritaram.

Logo que chegaram, perceberam que a ilha era habitada por nativos pouco amigáveis. Foram, então, tentar conversar com eles:
- Oi, somos sobreviventes de um naufrágio. Poderiam nos ajudar?
- Não, vocês não podem ficar aqui! (detalhe: os nativos eram poliglotas)
- Mas, por favor deixem-nos ficar... senão vamos morrer... por favor!!!
- Tudo bem, tudo bem, mas para ficar aqui, cada um dos três terá que nos trazer duas frutas!!!

Então os 3 náufragos foram atrás das frutas.
O primeiro a voltar foi o americano, com uma ameixa e uma uva.
Então o nativo-mor falou:
- Agora você coloca as duas frutas no ânus. Se rir, morre!
O americano colocou a ameixa (beleza!), colocou a uva e riu... Foi decapitado.

Mais tarde veio o brasileiro, com um limão e um pêssego.
O nativo-mor falou a mesma coisa:
- Se rir, morre!
O brasileiro, no sacrifício, colocou o limão, e na hora do pêssego caiu na gargalhada. Teve o pescoço cortado.

Mais tarde os dois se encontraram no céu e o brasileiro falou para o americano:
- E aí, você riu também, né?
- Pois é, a uva estourou quando eu tava colocando, fez cosquinha, eu não agüentei e ri. E você?
- Ah, eu fiz um tremendo sacrifício para colocar o limão e quando tava colocando o pêssego, vi o argentino chegando com uma jaca e um abacaxi. NÃO AGUENTEI!!!

[MovRev] Karate Kid III - O Desafio Final

(The Karate Kid - Part III)

Directed by John G. Avildsen

Em time que está ganhando não se mexe, verdade? Aparentemente, Hollywood pensa dessa maneira até hoje; e nos anos 80 não era diferente, muito menos nos 90. Alguns exemplos são as franquias decaídas de Batman (também, depois de Batman & Robin...), Rocky (Tommy Gun???), e bem, Karate Kid. O único problema é que o público sempre exige mais e se algo não for feito, perde-se de goleada e dá-se adeus ao campeonato.

Metáforas a parte, se o primeiro filme da trilogia era bom, o terceiro é exatamente o oposto, muito ruim, até mesmo perto do segundo longa, que não era lá essas coisas. Nada do que está presente nos outros filmes é possível de se ver aqui: nenhum treinamento exótico do Sr. Miyagi, nenhuma Elisabeth Shue, nenhum Ralph Macchio magrelo com cara de medo, nenhuma aura iluminada de Pat Morita.

Aqui, Ralph Macchio continua magro, mas com a cara redonda feito lua cheia, no melhor estilo André Marques. Perdeu seu jeito de moleque e agora precisa se esforçar muito para convencer como o adolescente que luta caratê, afinal de contas, não é sempre que um ator de 28 anos engana como um garoto de 17.

Após voltar do Japão com Sr. Miyagi (Pat Morita), Daniel LaRusso (Ralph Macchio) resolve não entrar na faculdade para abrir uma loja de bonsais com o velho mestre. Porém, John Kreese (Martin Kove) está de volta e, junto com Terry Silver (Thomas Ian Griffith), pretende derrotar Daniel-san e seu tutor no próximo campeonato local de caratê. Quando Daniel se recusa a entrar no campeonato para competir contra o badboy do caratê, Mike Barnes (Sean Kanan), Silver arma uma cilada para que ele lute e seja humilhado na frente de todos. Depois de muita enrolação, Daniel convence Miyagi a treiná-lo para que possa defender seu título no tatame.

Não existem cenas de confrontos como nos outros dois filmes. Daniel-san é apenas um coitado que precisa defender seu título frente Barnes. Menos química impossível. E, além de tudo isso, ele toma um cacete imensurável mas, no final, como todo bom filme de mocinhos e bandidos, ele vence. Ops, contei o final? Vá por mim, você não perderá nada!

Apesar do primeiro filme, inspirado por sinal, da série e o sucesso de Rocky - Um Lutador, com Sylvester Stallone, o diretor John G. Avildsen também foi o responsável pelos dois opostos de ambas franquias: os muito ruins Karate Kid III e Rambo V. Vai explicar uma coisa dessas para o meu avô...

Apenas por curiosidade, o filme recebeu 5 indicações para o Razzie Awards, conhecido como a premiação para os piores do ano: 1) pior ator para Ralph Macchio, 2) pior ator coadjuvante para Pat Morita, 3) pior roteiro para Robert Mark Kamen, 4) pior produção para Jerry Weintraub e 5) pior direção para (quem mais?) John G. Avildsen. Vejam só... [sorriso irônico].

Os personagens não têm carisma, a trama é barata, não existe emoção e motivação para se gostar do filme. E nem, ao menos, consegue-se aproveitar os dois protagonistas, que foram tão bem no primeiro longa. Dessa maneira, não é possível se fazer uma produção boa. Talvez, se tivessem parado no primeiro filme, as coisas não tivessem saído tanto do prumo. E, outra, se você acha que o terceiro é ruim, espere para ver o quarto... ou melhor, nem veja. Ao menos, Hilary Swank aprendeu como não se fazer um filme. Sem mais comentários.

Nota: 2/10

Felipe Edlinger
01 de maio de 2008

[MovRev] Juno

(Juno)

Directed by Jason Reitman

Juno foi uma das felizes surpresas de 2007. Além de trazer o jovem, mas já mão-cheia Jason Reitman na direção, apresentou a roteirista Diablo Cody ao mundo e reconheceu em forma máxima a qualidade da interpretação de Ellen Page.

Diablo Cody é o pseudônimo de Brook Busey, uma linda moça, nascida em Chicago, que tem tudo para se tornar uma das roteiristas mais requisitadas de Hollywood (se já não é). Ela é ex-funcionária de uma agência de publicidade, stripper e atendente de tele-sexo. Conforme se cansava dos trabalhos, simplesmente mudava. Com mente fértil e descolada, escreveu um livro sobre suas memórias como stripper que foi um enorme sucesso nos Estados Unidos: A Year in the Life of an Unlikely Stripper. Então escrevey Juno, foi muito bem recebida no mundo do cinema e já alavancou mais três produções para o futuro próximo.

Juntando ao roteiro de Cody a direção certeira e irreverente de Jason Reitman, temos em mãos uma pequena obra-prima. Jason já tem certa experiência em documentários e curtas e, apesar da pouca idade (31 anos), vem de um filme muito elogiado pela crítica, Obrigado por Fumar. Foi um casamento profissional que pouco se vê em outras produções; aparentemente o que um escreve foi feito para o outro dirigir.

Juno (Ellen Page) é uma menina avançada para seu tempo, tanto que suas bandas favoritas são The Stooges, Patty Smith e The Runaways. Além de conhecer Gibsons e Fenders, sabe quem é Brahms, gosta de Dario Argento e muda sua opinião sobre a obra de Gordon Lewis, que achava estúpido. Garotas não sabem quem é Argento, muito menos Stooges e Patty Smith, e nem ao menos lembram de Thundercats (Go!!!).
Ela se encontra em uma situação inusitada quando se vê grávida do melhor amigo e paixão de adolescência (quase secreta), Paulie Bleeker (Michael Cera), um garoto tímido que perde sua virgindade com ela. Apesar de pensar, em primeira instância, em um aborto, ela decide carregar o peso da gravidez na adolescência e entregar o rebento para adoção. O que se vê depois é uma enxurrada de pensamentos novos e a mudanças de comportamento de alguém que pensava entender sobre tudo, mas que ainda usava meias listradas coloridas e colava posteres de atores na parede do quarto.

Ellen Page está formidável em seu papel, tanto que recebeu uma merecida indicação ao Oscar de melhor atriz em 2008. Ela encarna com maestria a adolescente sabichona que sê em uma encruzilhada, mas que pensa poder tirar tudo de letra, mesmo quando a realidade lhe mostra outro caminho. Nada mal para quem fez apenas uma ponta em X-Men, como Kitty Pride e estreou de verdade pós vários papéis menores) em Menina Má.com.

O filme é uma grande colagem de materiais, de fontes e recortes, a desenhos e superposição de imagens de muito bom gosto. Cheio de cores fortes para simbolizar a época da inocência da infância e adolescência, das descobertas por engano e dos pequenos erros, é todo emoldurado por elementos comuns durante todas as estações (e mudanças do estado interessante de Juno) mostradas durante a trama.

A essência do roteiro de Cody é uma linguagem rápida e fácil de ser compreendida, cheia de apelos visuais para mostrar, de maneira didática, como a protagonista realmente pensa. Também é forrado de metáforas para exemplificar as situações pelas quais Juno começa a passar, como quando, após saber da gravidez, ela aparece vestida com um moletom vermelho com capuz, andando por um rua escura cheia de árvores, como se fosse Chapéuzinho Vermelho perdida no meio de uma floresta de emoções.

Contando com diálogos espertos e com texto recheado com muito sarcasmo, o filme atraiu ainda mais a atenção dos adolescentes de plantão, mesmo que, normalmente, rejeitem o assunto tratado aqui. Sarcástico, porém, não ácido como os adultos fazem, mas um tanto inocente e involuntário, entregue de maneira magistral por Ellen Page. Tudo para ela é razão para uma piada bem colocada, com certa agulhada de sacanagem adolescente.

O filme foi concebido para ser cool, tanto que virou referência imediata nos Estados Unidos. Apenas para citar, o telefone de hambúrguer que Juno usa em seu quarto tornou-se uma das maiores febres do momento e vendeu como água em dias de verão.

A trilha sonora pseudo-alternativa compõe de forma perfeita as cenas do filme, de estação em estação do ano, como o diretor Reitman apresenta as várias fases da gravidez de Juno. Tudo está conectado, a interpretação dos atores, os elementos de cena, as cores do plano de fundo, e a melodia da ocasião. As belas músicas de Belle & Sebastian (que muita gente não gosta pela ausência de refrões pegajosos) e o folk rapidinho de Kimya Dawson são as principais atrações. É possível se deleitar somente com esses exemplos e ficar o dia todo com um sorriso maroto, simplesmente por escutá-las. No contexto do filme, é ainda melhor. A versão de Cat Power para Sea of Love é excelente para o fechamento, assim como a música de abertura de Barry Loius Polisar dita o ritmo do que ainda está por vir. Como se não bastasse tudo isso, ainda vem de quebra: Sonic Youth (o comentário direto de Juno sobre a banda é ótimo), Buddy holly, The Kinks e Velvet Underground.

Juno é um mergulho na mente dos adolescentes de maneira direta e, talvez, um pouco fantasiosa ao mesmo tempo. Porém, torna fácil compreender os confrontos internos quando o corpo e a mente deles vão mudando frente uma das coisas mais lindas que um ser humano pode fazer. As prioridades mudam com velocidade vertiginosa quando se vai percebendo as belezas da vida. Uma bela obra que vai fazer parte da cinemateca de muita gente.

Nota: 8.5/10

Felipe Edlinger
01 de maio de 2008

[PP] Life is too short for the wrong job

"A vida é curta demais para se ter o emprego errado" (Life is too short for the wrong job).

Sob esse slogan, a agência alemã de Berlin, Scholz & Friends, criou uma série de peças para o site, também alemão, Jobsintown.de, para mostrar que existem outras possibilidades profissionais caso você não esteja satisfeito e que o website especializado em procura e oferta de empregos é a resposta para seus problemas.

Mais uma idéia brilhante dos alemães da terra do design, as situações de trabalho "inumano" são refletidas em adesivos em diversos pontos inusitados como um caixa automático de bancos, uma máquina de café expresso, uma bomba de gasolina, entre outros. Todos refletindo uma realidade de trabalho dentro (possível ou não) desses lugares. Show!

Link: http://www.jobsintown.de/


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