...e assim caminha a humanidade...

"Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingí-la." (Salvador Dali)
"Et quacumque viam dederit fortuna sequamur." (Virgílio)
"Always think about a coloured tequila sunrise life." (Felipe Edlinger)
"Foda-se a balada, o que importa é a companhia." (Felipe Edlinger)
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terça-feira, 25 de dezembro de 2007

[MovRev] Temos Vagas

(Vacancy)

Directed by Nimród Antal

Vamos lá... para quem conhece cinema atual, duas perguntas fáceis de serem respondidas: 1) Quais são os personagens normalmente interpretados por Kate Beckinsale? e 2) Qual o gênero cinematográfico favorito de Luke Wilson? Acertou quem respondeu Heroína de Ação e Comédia, respectivamente.

Kate Beckinsale se consagrou como heroína em filmes como Van Helsing - O Caçador de Monstros, Anjos da Noite e Anjos da Noite - Evolução, enquanto Luke Wilson fez trabalhos celebrados por todos em Os Excêntricos Tenenbaums, Dias Incríveis, O Âncora, Minha Super Ex-Namorada, Idiocracia, entre outros.

Uma coisa que eu não havia visto normalmente era Kate fazendo papel de coitada em filmes de suspense (ou em quaisquer outros filmes) e Wilson atuando em filmes do mesmo estilo. Felizmente, esta experiência de Temos Vagas impressiona como os dois conseguem carregar a trama muito bem e passar doses de realismo e desespero pelas situações vividas pelo casal.

Amy Fox (Beckinsale) e David Fox (Wilson) formam um casal em processo de divórcio após a morte do filho Charlie. Ao saírem de uma rodovia interestadual, o carro deles quebra em uma estrada deserta e se vêm obrigados a passar a noite em um motel de quinta categoria, no meio do nada. Ao ligar a TV do quarto e ver algumas fitas de terror que ali se encontravam, David percebe que as cenas de assassinato contidas nas fitas foram filmadas no quarto em que se encontravam. Logo, se vêm cercados por psicóticos que fazem filmes "snuff" com as pessoas que se hospedam no lugar. Depois, tudo se resume na tentativa deles em sobreviver aquela noite.

O filme traz bons sustos, com cenas nervosas, que mantêm o espectador atento, sem tentar ser surpreendente como a maioria dos filmes atuais, onde é sempre necessário um final com reviravoltas. É o bom e velho filme de suspense psicológico, apesar de não ser um filme do gênero, com final condizente ao desenrolar da história.

A trilha sonora colabora para o clima nervoso, que às vezes chega a ser claustrofóbico. Apesar de não ser um filme que será lembrado, pode garantir um bom programa em uma noite chuvosa, mais pela atmosfera que se cria do que pelo tempo em si.

O diretor Nimród Antal, americano de nascença, vive na Hungria desde os 18 anos, e lá fez seus três primeiros filmes, atingindo sucesso com Kontroll.

Ainda que eu prefira Kate Beckinsale distribuindo socos e pontapés e Luke Wilson fazendo rir em comédias pastelão, recomendo essa nova empreitada dos dois. Caso decidam mudar de gênero, já é um bom começo.

Nota: 6/10

Felipe Edlinger
25 de dezembro de 2007

[Felipe's MFQ] Death Proof

Stuntman Mike:
"Alcohol is just a lubricant for all the individual encounters that a bar room offers."

2007. Kurt Russell in Death Proof

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

[MovRev] Ligeiramente Grávidos

(Knocked Up)

Directed by Judd Apatow

Honestamente não entendo todo o furdúncio sobre este filme. Afinal de contas, vem sendo tratado como a oitava maravilha do mundo da comédia, endeusando seu diretor, assim como os atores que desfilam pela trama.

Correto dizer que Judd Apatow foi produtor de filmes bacanas de comédia, como O Âncora e Ricky Bobby - À Toda Velocidade, além de alcançar sucesso imediato em Hollywood com O Virgem de 40 Anos e este Ligeiramente Grávidos. Porém, não acredito que esta produção esteja destinada ao rol dos bons filmes, mas apenas a mais uma sessão de cinema em uma terceira-feira chuvosa.

Primeiro, por causa da história, em que Ben Stone (Seth Rogen) e Alison Scott (Katherine Heigl, maravilhosa) se conhecem em uma balada (sorte grande para ele, apenas), ela comemorando, ele enchendo a cara como de costume. Depois de um pouco de conversa, e muito álcool no sangue, eles transam e ela fica grávida por causa de um problema de, digamos, comunicação. Depois, é a fase de ela, e ele, por tabela, encararem o fato de estarem para ter um filho, sendo que ela é uma promessa do canal de televisão E! Entertainment, e ele é um drogado sem responsabilidade alguma, que fuma maconha todos os dias da vida e "trabalha" para construir um website onde dizem em que filmes celebridades aparecem nuas.

Na verdade, o filme demonstra a atitude séria e comprometida da mulher e o descaso e idiotice do homem, frente uma situação tão inesperada e importante como esta. É a história de como as crianças a) tendenciam ao sucesso e, por uma razão ou outra, encontram obstáculos no caminho e, b) tornam-se adolescentes sem limites e, depois, adultos sem senso de compromisso e responsabilidade. POrém, alguns tentam, e conseguem, superar os medos de tal enorme responsabilidade e dar um passo em frente, em direção à fase adulta da vida, enquanto outros continuam com a idéia infantil de brincar na casa da árvore pelo resto da vida. É a renúncia de todas as liberdades e vontades da vida de solteiro, mesmo sem estar preparado.

Os personagens são bastante estereotipados, como a garota gostosa que tem que aprender a lidar com a situação, a irmã insegura e irritante que tem necessidade de auto afirmação o tempo todo, o marido bacana que precisa de um pouco de espaço no casamento, e o idiota que não quer crescer e continua se drogando enquanto tem que assumir algumas obrigações na vida. Se você se identificar com Ben Stone, cuidade, você pode ser mais um desses imbecis que acreditam que a adolescência vai durar para sempre.

O filme não é, em sua totalidade, engraçado; na verdade é um drama disfarçado de comédia que joga na cara como a vida pode se tornar complicada de uma hora para a outra, e quem realmente fica do seu lado quando a situação se complica. O grande problema é que não há uma ênfase no quesito superação, na melhoria da personalidade e no caráter das pessoas, mas apenas no jeito inocente e ignóbil de alguns personagens.

A possibilidade de odiar o filme é grande porque a estupidez do personagem principal é irritante, tanto quanto o fato do personagem de Ben Stiller, em Entrando Numa Fria apenas se dar mal em tudo o que faz, mesmo com as melhores das intenções. A falta de personalidade de Ben Stone nos faz pensar em como boas pessoas conseguem se prejudicar por um engano como ele.

Nota: 4/10

Felipe Edlinger
24 de dezembro de 2007

[MovRev] Prova de Morte

(Death Proof)

Directed by Quentin Tarantino

Um filme de Quentin Tarantino é pretexto para um bom programa? Eu diria que sim, contanto que você mantenha a mente aberta para o novo ou para o refresh do velho e antigo, como algo cool.

É exatamente isso que acontece nessa produção "irmã" de Planeta Terror, dirigido por Robert Rodriguez. Os dois amigos, Tarantino e Rodrigues, dois dos mais celebrados e bacanas diretores de Hollywood, resolveram fazer uma homenagem aos antigos filmes de drive-in, de produção barata e acabamento duvidoso, com essa sessão dupla. Nós, de fora dos Estados Unidos da América, não somos muito familiarizados com o tema, mas este seria a boa e velha sessão dupla, a qual eles chamaram de Grindhouse.

Depois de Kill Bill e as referências ao cinema exagerado asiático, com sangue e coreografias absurdas, Tarantino resolve homenagear os road movies dos anos 70, com perseguições, carros possantes e tramas com cidades minúsculas do interior americano.
A ambientação do filme é totalmente anos 70, como roupas, carros, bares, cidades e músicas, porém, com contraste aparentemente proposital (mais uma boa sacada) com celulares, iPods e carros modernosos.

A história gira em torno de Stuntman Mike (Kurt Russell), um duplê que tem um carro à prova de morte, que sai pelas estradas do país, buscando vítimas para serem mortas. Puro e simples.

Aliás, para deleite dos fãs, Kurt Russell, rei dos filmes absurdos de aventura, traz toda a sua aura dos filmes trash para essa produção. Com um pouco de seu Ryan Snake, de Fuga de Los Angeles e Fuga de Nova York, ele dirige dois carros clássicos, desejos de qualquer garotão de décadas passadas, um Chevy Nova 1970 e um Dodge Charger 1969.

Assim como Tarantino fez, propositadamente, Kill Bill parecer exagerado demais (uma referência ao cinema asiático, como já dito aqui), neste filme ele faz a produção parecer tosca, da mesma maneira, com intenção de ser.

A caracterização como uma produção típica de cinema barato dos anos 70 apresenta ruídos no filme, cortes abruptos de cena e falhas no áudio. Mas, ao invés de nos fazer pensar que o produto é ruim, nos faz achar graça.

Apesar do nome errado em português (o correto seria "À Prova de Morte"), essa é mais uma bola dentro de Tarantino, apenas para variar um pouco. Ele inova com filmagens em primeira pessoa dentro do carro e outros planos de câmera diferentes como ele gosta de fazer, sendo, inclusive diretor de Fotogradia do filme.

Tudo faz parte da já mitológica direção de Tarantino, das cenas em preto e branco e a mudança para o colorido com uma ação-gatilho na tela, como utilizado em Kill Bill, à quebra de ritmo com música romântica caricata das produções da época. Isso sem contar a sua tradicional aparição em seus filmes, desta vez como Warren, o cara que serve Chartreuse para as garotas em um bar, na primeira metade do filme.

E Tarantino não se leva muito à sério, ou, ao menos, quer dar a impressão de que não se leva muito à sério. Um exemplo disso são os comentários e piadas presentes no próprio filme como "mean girl on a high school movie". Porém, quando o assunto é fazer efeitos de primeira categoria, sem parecer bobos ou irônicos, ele também não deixa a desejar, como podemos ver nas impressionantes cenas de colisões automobilísticas, incluindo a extremamente (e horrivelmente) detalhada cena da mutilação das primeiras vítimas de Stuntman Mike, na primeira metade do filme.

Essa mescla de ar sério com piada faz parte de toda a filmografia do diretor e, neste filme, também não poderia deixar de ser. Existe um contraste bastante considerável entre as duas metades da produção: a primeira poderia até ser considerada parte de um filme de terror e suspense, enquanto a segunda tem um jeitão mais de comédia. Depois de um começo de deixar o mais centrado dos fãs em frangalhos, o filme (de novo, propositadamente) descamba para o deboche. E o faz bem! O mesmo pode ser dito se compararmos os dois Kill Bill, que inicialmente foram criados como partes de um único filme.

Como sempre, a trilha sonora, mais uma tradição das produções de Tarantino, não poderia ser ruim. Muito pelo contrário, é digna de um CD permanente no console do carro, com destaque para Baby It's You (Smith), Jeepster (T. Rex), Staggolee (Pacific Gas), The Love You Save (Joe Tex), Good Love, Bad Love (Eddie Floyd), Down in Mexico (The Coasters), entre muitas outras.

E preparem-se para mais uma sessão endiabrada de diálogos espertos, com muitas referências pop, e apimentados, com comentários crus sobre sexualidade. Meu favorito (e já parte de minhas frases famosas de filmes) é o proferido por Kurt Russell, quando questionado em um bar, por uma das meninas do filme, sobre o porquê de ele não estar bebendo bebida alcoólica; a pérola vem pl(ácida): "O álcool é apenas um lubrificante, para todos os encontros entre indivíduos, que um bar oferece."

Para os fãs de carteirinha, o filme é um grande easter egg e apresenta inúmeras referências à outras produções do diretor, o que aumenta ainda mais a graça do filme. Na jukebox aparece a opção da música Miserlou, de Dick Dale (Pulp Fiction), uma das garotas diz que há um outdoor perto do Big Kahuna Burger (Pulp Fiction), o toque de celular é The Killer Song (Kill Bill v1), o xerife e o filho dele, que vão ao hospital depois do acidente de carro são os mesmo de Kill Bill. Ainda nas referências musicais, temos Natural High (Jackie Brown), Little Green Bag (Cães de Aluguel) e Don't Let Me Be Misunderstood (novamente, Kill Bill v1).

Apesar da estratégia de Quentin Tarantino e Robert Rodrigues ter foco nos Estados Unidos, o sucesso, infelizmente, não foi o mesmo no Brasil, mesmo porque os filmes foram apresentados separadamente para maiores bilheterias. De qualquer maneira, é uma excelente pedida para os fãs ou para os marinheiros de primeira viagem. De mente aberta, é lógicos.

Nota: 8/10

Felipe Edlinger
24 de dezembro de 2007

domingo, 23 de dezembro de 2007

[MovRev] Crossover

(Crossover)

Directed by Preston A. Whitmore II

O basquetebol nunca foi um dos principais esportes dos brasileiros, nem mesmo quando a geração (ainda moleque) de Oscar e Marcel ganhou os jogos Panamericanos da seleção dos Estados Unidos, em plena Indianápolis, em 1987.

Se o basquete nunca fez parte da massa brasileira, a modalidade do streetball, ou basquete de rua, variação onde normalmente não existem regras muito claras, quase não existem faltas e o que importa é mais o show do que as cestas em si, tem menos chances ainda de ser conhecida do grande público.

Crossover mostra um pouco do mundo do streetball, porém um pouco mais underground do que o normal. Enquanto outras produções como Homens Brancos não Sabem Enterrar, com Woody Harrelson e Wesley Snipes mostra um lado mais claro de que o esporte faz parte do cotidiano de pessoas que o praticam por pura vontade e paixão, porém que, algumas vezes, acabam fazendo uma aposta e outra, este mostra que existem pessoas que vivem do esporte para fazer dinheiro.

É a história de dois amigos, Tech (Anthony Mackie) e Cruise (Wesley Jonathan) que têm pontos de vista diferentes sobre o esporte. Ambos são jogadores de primeira, com talento nato, porém, enquanto Cruise quer revogar suas habilidades para estudar e ir para a escola de medicina, Tech procura meios de utilizar suas habilidades no streetball para fazer a vida.

A trilha sonora está de acordo com o ritmo frenético das partidas de streetball, onde a bola praticamente não para e a música rola solta o tempo todo nas quadras. Para quem gosta de hip hop, o álbum do filme provavelmente será uma boapedida, com faixas de Pete P.I.M.P., The Co-Stars e 2XL.

AS jogadas têm uma boa plasticidade nas câmeras, porém a trama deixa muito a desejar. É impossível não sentir o clima de novela mexicana no ar, principalmente com alguns personagens tão caricatos em cena, como a namorada interesseira, o chefe do jogo, o garoto desregrado e individualista que encontra seu caminho.

Como eu disse, essa realidade não faz parte da nossa realidade, portanto, tem que gostar muito para achar que o filme é bom. Para quem não conhece, quem sabe uma tentativa apenas para se familiarizar. Mas depois recomendo os bons e velhos Snipes e Harrelson. Ou então, Blue Chips, Diário de Adolescente, entre outros filmes de basquete muito melhores, como o excelente Doping.

Nota: 3/10

Felipe Edlinger
23 de dezembro de 2007

sábado, 22 de dezembro de 2007

[MovRev] Tá Dando Onda

(Surf's Up)

Directed by Ash Brannon & Chris Buck

Como já havia dito algumas vezes, Hollywood sempre tenta se reinventar, com base em grandes sucessos do passado ou, "coincidentemente" sucessos contemporâneos.

Tá Dando Onda chega aos cinemas apenas seis meses depois do sucesso de Happy Feet e, coincidentemente, também é um filme sobre pinguins. As temáticas são um pouco diferentes, mas se apoiam na idéia de um excluído se superar e provar seu verdadeiro valor.

Cody Maverick (Shea LaBeouf) é um pinguim da Antarctica que sonha em ser um surfista profissional e famoso, que tem como ídolo o grande Big Z, lenda do surf e morto em um campeonato há 10 anos. Depois de ser selecionado para participar do campeonato anual, ele tem que provar que é bom o suficiente para permanecer na elite do surf.

Ok, tenho que concordar que os personagens desse Tá Dando Onda têm carisma, principalmente pela boa seleção de dubladores responsáveis pelos personagens principais: Cody Maverick (Shea LaBeouf), Big Z (Jeff Bridges), Lani (Zooey Deschanel), Chicken Joe (John Heder), Reggie (James Woods).

Porém, se o filme foi destinado para crianças, talvez a estratégia tenha sido errada. O filme é uma reprodução de um documentário sobre o 10º Campeonato de Surf Memorial Big Z e funciona como tal. São filmagens por-trás-das-cenas, depoimentos dos personagens, cenas em primeira pessoa, entre outros recursos dos grande documentários. Isso não funciona para as crianças, mas sim para os adultos (ainda que eles precisem entender a linguagem).

A modelagem e a animação dos personagens é soberba, com excelente renderização e detalhes, mesmo que eles sejam bem estereotipados. Os cenários são bacanas, com iluminação condizente para cada parte do filme. A água, a areia e a pelagem dos pinguins também são muito convincentes, além de algumas tomadas de câmera bastantes ousadas para uma animação para crianças.

As boas músicas, algumas recentes, outras nem tanto, dão o tom de praia para a produção, com destaque para Welcome to Paradise (Green Day), You Get What You Give (New Radicals), Drive (Incubus), Big Wave (Pearl Jam) e Holiday (Green Day).

Apesar da trama do filme acontecer muito rápida e gratuita, afinal de contas deveria ser um filme para crianças, é um bom programa para os adultos, também. Ou principalmente para eles.

Nota: 6/10

Felipe Edlinger
22 de dezembro de 2007

[MovRev] Histeria - Entre em Pânico se você sabe o que eu fiz na última sexta-feira 13

(Shriek If You Know What I Did Last Friday the Thirteenth)

Directed by John Blanchard

Uma comédia ironizando e ridicularizando os mais populares filmes de terror e suspense atuais, como Pânico, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Sexta-feira 13, entre outros.
Idéia original? Sim, seria, se três meses antes do lançamento deste Histeria - Entre em Pânico (...) Sexta-feira 13, um filme chamado Todo Mundo em Pânico não tivesse feito um grande sucesso nos cinemas.

Honestamente, este filme não merece nem uma mínima chance do mais empolgado cinéfilo. A grande diferença entre as duas produções é que uma delas conta com o brilho dos irmãos Wayans, o que não é o caso deste Histeria.

Enquanto Todo Mundo em Pânico conta com um roteiro absurdo, mas com piadas extremamente engraçadas e bem elaboradas, a contra-parte não conta nem ao menos com um roteiro, e as piadas repetitivas não conseguem arrancar nem uma única risada sincera.

Além disso, o elenco de Histeria faz Shannon Elizabeth (Todo Mundo em Pânico, American Pie) parecer elegível ao Oscar de Melhor Atriz. Os personagens são interpretados de maneira tão insossa que também não colaboram em nada para a trama. Tirando a beleza de Tiffani Thiessen, o resto não justifica o que estão fazendo lá.

E pensando novamente em Todo Mundo em Pânico, onde podemos contar com Anna Faris, Marlo Wayans, Shawn Wayans, e com os "talentos" de Shannon Elizabeth e Carmen Electra, a distância entre uma produção e outra fica ainda mais aparente.

O pior é que as cenas em que as piadas são ambientadas parecem ser bem produzidas, em termos de recursos (com excessão dos recursos humanos, vulgo atores) físicos. Uma pena e perda de tempo.

Nota: 1/10

Felipe Edlinger
22 de dezembro de 2007

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