...e assim caminha a humanidade...
"Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingí-la." (Salvador Dali)
"Et quacumque viam dederit fortuna sequamur." (Virgílio)
"Always think about a coloured tequila sunrise life." (Felipe Edlinger)
"Foda-se a balada, o que importa é a companhia." (Felipe Edlinger)
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
domingo, 16 de dezembro de 2007
[MovRev] Coração de Cavaleiro
Directed by Brian Helgeland
Já havia algum tempo que o tema capa e espada não trazia nenhum filme emocionante e cheio de ação. Talvez, um dos últimos tenha sido o Robin Hood de Kiven Costner que, mesmo assim, não foi lá grande coisa.
Coração de Cavaleiro não é um filme do mesmo gênero mas, pelo menos, tras a mesma sensação de um deles, com lutas bacanas e boas coreografias.
Porém, esta produção tem um grande diferencial que não havia ainda sido explorado, ao menos não em escala comercial: aventura de época com música e atitude contemporâneas. E quando digo contemporâneas, digo de nosso tempo e não da mesma época em que o filme é retratado.
William Thatcher (Heath Ledger) é um camponês que sonha em se tornar um cavaleiro e competir nos duelos, que tanto admirava quando era apenas uma criança. Quando começa a concretizar seu sonho, após uma oportunidade inesperada no começo do filme, ele alcança o sucesso e, também, enfrenta as dificuldades de um recém chegado desconhecido em um ambiente onde tradição e poder ditam as regras.
As disputas aqui são as típicas justas, duelos onde dois cavaleiros se enfrentam correndo um de encontro ao outro, com lanças nas mãos, com o objetivo de derrubar o oponente.
Resumindo tudo, temos uma tradicional história de mocinho e bandido entre Heath Ledger e o Conde Adhemar de Anjou (Rufus Sewell), seu grande oponente nas arenas. Além disso, o filme passa por todas as fases de uma história que tenta tocar as pessoas, mesmo não sendo o mote principal: superação de limites, busca do amor impossível, retorno às raízes, as possibilidades dos menos afortunados em vencer na vida, entre outros temas explorados exaustivamente por filmes mais dramáticos.
Porém, a grande diferença do filme com relação a quaisquer outros é a atitude. São mais de duas horas de aventura, do começo ao fim, intercalando momentos de pseudo seriedade, humor e ação que não fazem com que a história perca o seu ritmo inicial, que logo de cara, começa com uma justa em que Heath Ledger quase perde a cabeça, literalmente.
O esporte da justa é tratado como uma atração do público de massa, com torcidas numerosas e barulhentas, pessoas fanáticas pelos competidores, líderes de torcida medievais, coreografias, roupas e penteados com toques de modismos atuais, além de danças e ritmos que podem ser vistos em casas noturnas.
O grande elenco equilibra a ação ininterrupta, com destaque para Heath Ledger, como o cavaleiro William Thatcher, em seu primeiro arrasa quarteirões como ator principal. Seu antagonista, Rufus Sewell, continua represntando muito bem o papel de anti-herói, com graus elevados de prepotência e arrogância, assim como em Mero Acaso, Tristan e Isolda, O Ilusionista, entre outros. O ainda desconhecido Paul Bettany (Uma Mente Brilhante, O Código Da Vinci) distribui charme como o arauto Geoffrey Chaucer. Quem chama a atenção é Shannyn Sossamon, em seu primeiro papel no cinema, que pode ser confundida pelos menos obsevadores com Angelina Jolie, uma vez que são extremamente parecidas. O toque de humor fica por conta de Alan Tudyk, o amigo de Sir William, Wat Falhurst.
Os efeitos de câmera, a narrativa, os flashbacks, ajudam ainda mais para definir o caminho da história, com certeza em busca do final padrão para todos os contos de fada. Fica muito bem definido quem é o mocinho e quem é o bandido, qual o futuro de ambos e quais reviravoltas ainda estarão por vir.
Mas, novamente, o diferencial está no fato de mesclar uma história de época com características atuais, principalmente as músicas, entre elas Low Rider (War), Golden Years (David Bowie), Further On Up The Road (Eric Clapton), e a principal delas e tema do filme, We Will Rock You, do Queen, interpretada também por Robbie Williams.
Somando tudo isso, não temos um filme memorável, mas certamente, um passatempo agradável, com uma história que se deixa levar, com rítmo ágil e que não nos faz entediar. Praticamente, um clipe de música.
Nota: 6.5/10
Felipe Edlinger
16 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
[MovRev] A Passagem
Directed by Marc Foster
Algumas vezes me pergunto onde começam os sonhos, por onde passam as ilusões, qual é a linha tênue que separa o nosso mundo, o qual achamos real, com aquele onde tudo não passa de um mero momento, um instante envolto na teia do adormecer.
Sonho e realidade, verdade e ilusão, temas tão abrangentes e já abordados inúmeras vezes por livros, filmes e histórias em quadrinhos; porém, não nos cansamos de pensar e repensar. O que vemos é real?
Um acidente, rodas faiscando pelo asfalto, algo que pode mudar uma vida inteira. É assim que começa a história de Henry Letham (Ryan Gosling), um estudante de arte que parece não mais distinguir o que é verdadeiro e o que é imaginário.
Sam Foster (Ewan McGregor) é um psiquiatra que começa a ajudar Henry a compreender o que anda acontecendo, porém também acaba caindo em uma rede de incertezas que o leva a duvidar do que seus olhos vêm.
O filme tem um clima tenso, que é acentuado pela câmera nervosa, que vai e vem, angulosa e com perspectivas inusitadas. As transições de cenas são muitos bem feitas e conseguem transcrever o clima de insegurança dos personagens.
O elenco segura muito bem a trama, formado por excelentes atores, entre eles o sempre eficiente e boa praça Ewan McGregor, a linda (e com talento provado) Naomi Watts, a revelação Ryan Gosling, e a feliz aparição de Bob Hoskins (ele mesmo, o Super Mário dos cinemas).
O enredo é uma grande viagem e faz bem a função de nos deixar perdidos, sem razão, sem explicação, quase em desespero pela impotência de não entender e não conseguir concluir nada.
Os lapsos de memória dos personagens, a sensação de não saber o que é real e o que é sonho, a projeção de sonhos, as ambições e o pesar que às vezes nos faz ficar no limbo reflete em todas as ações dos personagens e cenas do filme o poder que a mente tem sobre o corpo.
O final é, sem dúvidas, inesperado, mas não é nem um pouco gratuito, é necessário pensar pra compreender e ligar todos os pedaços do quebra-cabeça. Se você espera um final no estilo Sexto Sentido ou Clube da Luta, a experiência pode ser frustrante, mas para quem assistiu Amnésia e gostou, A Passagem é um excelente programa.
Voltamos a bater na mesma tecla que diz que toda a nossa vida passa diante de nossos olhos em um momento de proximidade da morte. As alegrias, os sonhos, as paixões, os desejos, as tristezas, principalmente os bons momentos, ou aqueles que desejávamos que fossem bons momentos.
Ewan McGregor fica tentando entender o que acontece com Ryan Gosling, porém se perde no oceano de possibilidades e na imensa falta de explicações. Quem mata a charada é o personagem de Bob Hoskins que, no final, pensa um pouco fora da caixa.
Mas a vida é assim, incertezas, absurdos, becos sem saída. A existência requer um pouco mais de abstração, para não nos perdermos na insatisfação do dia a dia. E esta é mais uma obra que nos mostra tudo isso. Vale a pena ver e rever (pra entender, depois).
Nota: 7/10
Felipe Edlinger
15 de dezembro de 2007
domingo, 9 de dezembro de 2007
[MovRev] O Ilusionista
Directed by Neil Burger
Por incrível que pareça, Hollywood continua a lançar filmes com a mesma temática de tempos em tempos. Porém, normalmente, um dos filmes é bom, o outro é ruim. Foi assim com o bom Impacto Profundo, e o infeliz Armageddon. Também, com o bacana Inferno de Dante, e com o chove-no-molhado Volcano.
Porém, o ano de 2006 nos trouxe duas grandes surpresas com dois filmes excelentes sobre mágica: O Grande Truque, com Hugh Jackman, Christian Bale e Michael Caine, e este O Ilusionista, com Edward Norton, Jessica Biel e Paul Giamati.
Na verdade, não creio que seja uma surpresa que estes filmes sejam tão bons, principalmente com elencos desse porte em duas produções rivais.
A começar por Edward Norton, que interpreta o ilusionista Eisenheim, que sempre entregou personagens vicerais e totalmente verossímeis em praticamente todos os seus filmes. Desde o seu primeiro papel em O Espelho tem Duas Faces, podemos esperar grandes performances sempre que uma produção é acompanhada de seu nome. Ou, como é hoje em dia, o seu nome acompanhado de uma produção.
Eisenheim deixa Viena quando criança e roda o mundo se especialisando em ilusionismo. Quando retorna a Viena para uma série de apresentações, revê o grande amor de sua infância, Sophie (Jessica Biel). Porém, o amor deles é proibido porque ela está comprometida com o Príncipe Leopold, a quem o inspetor de polícia tem enorme lealdade. Resta saber se o amor dos dois é grande o suficiente para enfrentar Sua Majestade e as consequências de tal desafio.
O grande, e inspirado, elenco coadjuante colabora ainda mais para o sucesso deste filme que nos passa a alma dos ilusionistas de teatro de séculos atrás. Paul Giamati, que hoje em dia parece ser figurinha carimbada em muitas outras produções, é eficiente como sempre e convence como o dividido chefe de polícia. Rufus Sewell trás consigo toda a sua ironia e prepotência de bom britânico, como o Princípe Leopold. Jessica Biel, por sua vez, que todo marmanjo hoje sonha em ter como princesa, desfila tristeza, charme e beleza, como Sophie, amante de Eisenheim.
Sob meu ponto de vista, ambos filmes citados aqui têm muito em comum; po outro lado, alguns conceitos-chave são invertidos. Enquanto O Grande Truque conta o caminho de um mágico em busca da perfeição para suplantar a dor de um amor perdido, O Ilusionista conta a história de um mágico em busca da perfeição para recurar o amor perdido, mas não esquecido.
Os cenários e o figurino descrevem e ambientam muito bem a época em que o filme é retratado. A fotografia (indicada ao Oscar) em tons amarelados e envelhecidos dão ainda mais sustento ao caracterizá-lo como um filme, como se diz, de época.
Além disso,a trilha sonora de Philip Glass capricha para criar todo o clima de surpresa, suspense, tensão, tristeza, entre outros sentimentos abordados na produção. Todas as cenas, personagens e trilhas se encaixam com sutileza, tanto que é praticamente impossível perceber as trilhas por si só, uma vez que elas fazem parte de cada uma das cenas e não fazem tirar a atenção do objetivo principal, mas sim, engrandecê-lo.
A trama bem amarrada, aparentemente sem furos no roteiro, mostra com paixão e mistério o mundo do ilusionismo, que por muitos é considerado uma arte. O assunto mexe com o popular, nos fazendo perguntar se tudo o que vemos é realmente mentira em forma de verdade, ou verdade em forma de truque.
Ainda mais com os efeitos especiais bem criados que nos levam a reforçar este ponto de vista.
O Ilusionista é um filme que encanta e que faz sonhar, por diversos motivos. Paixão, destino, justiça. Mas é o fato de tornar a mágica tão próxima que eu não me surpreenderia se encontrasse você concentrado tentando fazer um simples truque com uma baralho de cartas. Eu tentei.
Nota: 8/10
Felipe Edlinger
09 de dezembro de 2007
[MovRev] Escorregando para a Glória
Directed by Josh Gordon
Gosto muito do Will Ferrell, gosto mesmo. A grande maioria de seus filmes me faz rir sem parar, às vezes, até meu estômago doer ou meus olhos lacrimejarem.
Agora, este Escorregando para a Glória foi realmente uma escorregada monstruosa. Tudo bem que os filmes dele não fazem muito sucesso aqui no Brasil porque os temas não são muito bem do nosso conhecimento, como O Âncora, Ricky Bobby, Zoolander e o último Blades of Glory.
Mesmo assim, ele é capaz de encorporar personagens que fazem rir, sim, principalmente pelo fato de fazer estereótipos tão absurdos que tornam os filmes (quase sempre com tramas bisonhas) mais "comestíveis".
Porém, neste Escoregando, seu personagem é absurdo demais, exagerado demais, sem alma, sem carisma, sem nada... E o mesmo pode se dito de John Heder que, em minha singela opinião, apenas conseguiu algo diferente em Napoleon Dynamite, e mais nada. Caso duvidem, confiram Os Esquenta Bancos ou Escola de Idiotas. Vocês me darão razão.
Como eu já disse, a trama é, talvez, uma das mais absurdas e inconcebíveis de todos os tempos em uma comédia. É certo que uma comédia precisa encantar e fazer rir, seja uma comédia singela, com moldes nos antigos clássicos, escatológica, que tenha piadas sobre animais, reviravoltas, ou qualquer outro assunto, mas contar a história de rivais mortais em um ringue de patinacão artística foi demais.
Aliás, rivais (idiotas e sem carisma) que são retratados como senhores absolutos do gelo, como se fossem Neto e Evair dos bons clássicos entre Corinthians (agora na segunda divisão, até que enfim) e Palmeiras nos gramados, que, após serem expulsos de suas categorias, unem-se para competir pelo ouro olímpico na categoria duplas. Sim, dois homens.
O desenrolar do filme é insosso e não trás nada de novo ao mundo do cinema. É até mais insosso que a própria expressão de John Heder e que o corpão-barrigão de Will Ferrel. Realmente, sem graça alguma.
No final, acredito que eu tenha contado duas ou três cenas que tiveram alguma graça, e quando digo graça significa que consegui expressar um pequeno sorriso.
Se você estava procurando mais uma comédia ácida, sarcástica e irônica de Will Ferrel, pode tirar toda a boiada da chuva, esta não é uma delas. Pra falar a verdade, nem sei como Luke Wilson foi convencido a fazer um pequeno papel como o conselheiro dos Viciados em Sexo, grupo estilo A.A. que Will Ferrell frequenta.
Bons tempos de Anos Incríveis (Old School), O Âncora, Ricky Bobby, e até O Elfo. É, Will, acho que você precisa de uma consultoria.
Nota: 3/10
Felipe Edlinger
09 de dezembro de 2007
sábado, 8 de dezembro de 2007
[Strauss' MFQ] Mission Impossible II
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
[Web] Patrocínio do CUrinthians para 2008
A diretoria do Corinthians cumpre a promessa
Caros amigos corinthianos e simpatizantes do Corinthians, a nova diretoria do Timão não perdeu tempo e cumpriu sua promessa.
No dia seguinte ao rebaixamento, já tomou providências e já fechou patrocínio para 2008, e já enviou a nova camisa do Timão 2008.
A nova camisa será comercializada nas lojas de R$ 1,99.

Caros amigos corinthianos e simpatizantes do Corinthians, a nova diretoria do Timão não perdeu tempo e cumpriu sua promessa.
No dia seguinte ao rebaixamento, já tomou providências e já fechou patrocínio para 2008, e já enviou a nova camisa do Timão 2008.
A nova camisa será comercializada nas lojas de R$ 1,99.

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